21.6 C
Uberlândia
sexta-feira, setembro 25, 2026

IPCA-15 avança 0,62% em maio, com alimentos e energia elétrica puxando alta

Prévia da inflação sobe e fica acima do teto da meta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,62% em maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com esse resultado, a variação acumulada em 12 meses alcançou 4,64%.

A leitura de maio desacelerou em relação a abril, quando o índice havia subido 0,89%, mas superou as projeções do mercado, que esperavam aumento de 0,57% no mês e inflação de 4,59% em 12 meses. Em maio de 2025, o IPCA-15 havia registrado 0,36%.

O indicador permanece acima do limite máximo da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, a meta central é de 3% e o teto é de 4,5%. Desde o ano passado, o cumprimento da meta tem sido monitorado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.

Grupos que mais pressionaram o índice

Dos nove grupos pesquisados, os maiores impactos em maio vieram de Alimentação, Habitação e Saúde. As variações por grupo no mês foram:

Alimentação e bebidas: 1,38%;
Habitação: 1,03%;
Artigos de residência: 0,21%;
Vestuário: 0,36%;
Transportes: -0,33%;
Saúde e cuidados pessoais: 1,05%;
Despesas pessoais: 0,50%;
Educação: 0,01%;
Comunicação: 0,34%.

Alimentação e energia impulsionam alta

No grupo de alimentação e bebidas, a alta de 1,38% teve como principal componente os alimentos consumidos em casa, cuja alta passou de 1,77% em abril para 1,73% em maio. Entre os itens com maiores altas estão batata-inglesa (+26,29%), tomate (+12,97%), leite longa vida (+6,07%) e carnes (+1,98%). Produtos que caíram no mês incluem maçã (−2,32%) e café moído (−2,09%).

O economista Lucas Barbosa, da AZ Quest, afirmou que a alimentação foi um dos fatores que surpreenderam no IPCA-15 de maio, com pressão disseminada por diversos itens, sobretudo hortifrúti, carnes, panificados e laticínios. Segundo ele, além de fatores sazonais, há efeitos de oferta e demanda e problemas climáticos pontuais; citou também que o aumento das exportações para a China pressiona preços de carnes no curto prazo e que os riscos para alimentação seguem elevados, especialmente no segundo semestre por conta do El Niño.

No grupo habitação, o aumento de 1,03% foi puxado pela alta de 2,16% na energia elétrica residencial, que teve o maior impacto individual no IPCA-15 de maio. A pressão veio em parte pela volta da bandeira tarifária amarela e por reajustes nas tarifas em algumas capitais: Fortaleza (+5,59%), Salvador (+4,78%) e Recife (+3,86%).

Saúde e transportes

O grupo saúde e cuidados pessoais subiu 1,05%, influenciado por produtos de higiene pessoal (+1,60%), produtos farmacêuticos (+1,25%) e planos de saúde (+0,50%). A alta em medicamentos reflete o reajuste autorizado de até 3,81% nos preços, vigente desde 1º de abril.

Os combustíveis, que pressionaram a prévia em abril, recuaram 1,47% em maio, aliviando o grupo de transportes; entre os combustíveis, etanol caiu 2,73%, óleo diesel 2,04% e gasolina 1,32%, enquanto o gás veicular subiu 2,12%. A desaceleração ocorre em meio a medidas do governo federal, como subsídios temporários ao diesel e à gasolina e vantagens tributárias para reduzir o impacto da alta do petróleo no mercado internacional. As passagens aéreas, porém, voltaram a subir 3,25% em maio, após queda de 14,32% no mês anterior.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também