O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) deu aval ao início de estudos arqueológicos vinculados à implantação de uma linha de transmissão de 500 kV no Triângulo Mineiro. A autorização consta da Portaria nº 99, publicada em 8 de outubro de 2026, e permite que especialistas avaliem possíveis impactos sobre bens culturais antes e durante o andamento das obras.
Prazos e escopo dos trabalhos de campo
A Transmissora de Energia Central Paulistana S.A. (TECP) é a responsável pelo empreendimento. A portaria define duas frentes de trabalho com prazos distintos: a realização da avaliação de impacto arqueológico complementar ao longo do traçado, com duração prevista de 12 meses, e a execução do programa de gestão do patrimônio voltado à futura Subestação da Glória, cuja validade estabelecida é de 24 meses.
Os levantamentos de campo serão coordenados por arqueólogos vinculados ao Laboratório de Arqueologia e Estudo da Paisagem da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e pela Fundação Museu de História, Pesquisa e Arqueologia do Mar (Fundamar), segundo informações do Iphan.
Traçado e abrangência interestadual
A linha Silvânia–Nova Ponte 3–Ribeirão Preto integra uma malha de escoamento energético do Sistema Interligado Nacional (SIN). No Triângulo Mineiro, o traçado atinge áreas dos municípios de Nova Ponte, Uberaba, Indianópolis, Araguari e Conquista, onde os estudos visam proteger vestígios materiais e sítios pré-históricos ou históricos eventualmente existentes no solo.
No estado de Goiás, a linha passa por polos como Catalão, Ipameri e Silvânia. Em São Paulo, o circuito atravessa dez municípios, entre eles Jardinópolis, Batatais e a cidade de Ribeirão Preto.
Fiscalização e licenciamento
O Centro Nacional de Arqueologia do Iphan ressalta que a autorização prevista na portaria não corresponde à licença ambiental definitiva. As superintendências estaduais do Iphan acompanharão os relatórios periódicos e as vistorias técnicas para assegurar a proteção dos bens culturais identificados ao longo do percurso.
FONTE: Regionalzao


