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sexta-feira, março 6, 2026

Irã fecha parcialmente o Estreito de Ormuz para exercícios militares durante negociações nucleares com os EUA

Irã restringe tráfego no Estreito de Ormuz em meio a rodada de negociações com os Estados Unidos

O Irã fechou parcialmente o Estreito de Ormuz nesta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, por algumas horas para a realização de exercícios militares, informou a agência iraniana semioficial Fars. A região, que fica ao sul do país, é uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo.

Segundo a Fars, o bloqueio temporário de trechos do estreito foi motivado por “precauções de segurança” enquanto a Guarda Revolucionária realiza manobras navais. Os exercícios, anunciados na segunda-feira, ocorrem em um momento de elevada tensão, com dezenas de navios de guerra norte-americanos já presentes na área.

O fechamento parcial acontece paralelamente a negociações nucleares indiretas entre Irã e Estados Unidos em Genebra, na Suíça. Delegações dos dois países se encontraram na terça-feira; a mediação das conversas está sendo feita por Omã, e a delegação iraniana inclui o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi. Fontes indicaram que os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner participam das tratativas.

O governo do presidente Donald Trump mantém como objetivo um acordo que limite o programa nuclear iraniano e o fim do enriquecimento de urânio, e tem feito ameaças de ação militar caso as negociações falhem. Na véspera de Genebra, Trump afirmou que participaria das negociações de forma indireta e ressaltou que os Estados Unidos demonstraram capacidade militar, citando o envio de bombardeiros B-2 e de grupos de ataque de porta-aviões para a região.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, advertiu que esforços dos Estados Unidos para derrubar o governo iraniano não terão sucesso e disse que a força militar mais poderosa pode, em certas circunstâncias, ser atingida de maneira que não se recupere facilmente, segundo a mídia local.

Autoridades iranianas dizem que o êxito das negociações depende da seriedade dos EUA em suspender sanções e em não impor demandas consideradas irrealistas. A principal autoridade nuclear do país afirmou que o Irã está disposto a diluir seu estoque de urânio enriquecido em troca do fim das sanções. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aponta que o Irã possui cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%.

O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, declarou que o país aceita inspeções da AIEA para demonstrar o caráter pacífico de seu programa nuclear, mas que não cederá a “exigências excessivas” dos EUA.

Desde ataques em junho que atingiram instalações nucleares iranianas, o governo de Teerã enfrentou protestos populacionais e repressão que, segundo relatos, custaram milhares de vidas. Washington e seu aliado Israel afirmam acreditar que o Irã busca desenvolver uma arma nuclear —acusações negadas por Teerã, que afirma ter fins civis no seu programa nuclear—, enquanto Israel mantém uma política de ambiguidade sobre seu próprio arsenal nuclear.

As Forças Armadas dos EUA têm reforçado a presença no Oriente Médio, incluindo o envio do porta-aviões USS Gerald Ford ao teatro e a manutenção do grupo de ataque do USS Abraham Lincoln na região. Autoridades americanas informaram que as forças se preparam para a possibilidade de semanas de operações caso o presidente ordene uma ação contra o Irã.

A notícia sobre o fechamento parcial do Estreito de Ormuz e os desdobramentos diplomáticos e militares segue em desenvolvimento.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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