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quinta-feira, setembro 24, 2026

Linfadenectomia retroperitoneal por robô será usada para tratar linfonodos residuais em jovem com câncer de testículo

Linfadenectomia robótica indicada após quimioterapia

Um paciente de 26 anos, estudante de Medicina, será submetido a linfadenectomia retroperitoneal por via robótica no Hospital Mater Dei Santa Clara para remover linfonodos residuais detectados depois de tratamento inicial contra câncer de testículo. A cirurgia será realizada pela equipe de Cirurgia Robótica do hospital, com participação do urologista Eliezer Narciso.

O diagnóstico inicial foi de tumor testicular de células germinativas não seminomatoso. O jovem passou por orquiectomia e, na sequência, realizou três ciclos de quimioterapia com o esquema BEP. Exames de imagem posteriores mostraram redução importante das lesões, porém a resposta foi parcial, permanecendo linfonodos retroperitoneais que motivaram a indicação cirúrgica.

Objetivo da cirurgia e importância da análise do material

A finalidade do procedimento é ressecar o tecido residual que pode conter células tumorais persistentes. Em tumores germinativos não seminomatosos, o exame anatomo-patológico do material retirado é determinante para orientar as etapas seguintes do acompanhamento oncológico e eventuais terapias adicionais.

Segundo o urologista responsável, a remoção desses linfonodos é necessária para o controle da doença e para delimitar o prognóstico.

Precisão cirúrgica e preservação funcional

A região retroperitoneal é anatômica e cirurgicamente complexa, situada próxima a grandes vasos e estruturas nervosas. Alterações teciduais pós-quimioterapia tornam a dissecção mais desafiadora. A plataforma robótica oferece visão ampliada e instrumentalidade com movimentos precisos, o que facilita a identificação e preservação de estruturas nobres quando a abordagem minimamente invasiva é indicada.

Além do controle oncológico, a preservação de função sexual e mecanismos relacionados à ejaculação é preocupação relevante, sobretudo por se tratar de um paciente jovem; estratégias de preservação nervosa podem ser incorporadas ao planejamento sempre que não comprometerem a segurança oncológica.

Impacto pessoal e trajetória do paciente

O tratamento teve início em março, quando uma ultrassonografia diagnosticou a doença; na época o paciente tinha 25 anos. Desde então ele passou por cirurgia, quimioterapia e internações, precisando reduzir atividades acadêmicas. Após acreditar que retomaria a rotina, uma tomografia feita em agosto revelou a necessidade de nova intervenção.

A indicação da cirurgia robótica e o diálogo com a equipe médica deram ao paciente maior segurança para enfrentar essa etapa. Ele aponta como essenciais a confiança nos profissionais, o apoio da família e a fé durante o tratamento. A experiência também alterou sua visão sobre a medicina, ao vivenciar o ambiente hospitalar na condição de paciente e reforçar a importância de escuta e acolhimento.

No Hospital Mater Dei Santa Clara, a cirurgia robótica para linfadenectomia retroperitoneal marca a próxima fase do tratamento, combinando controle oncológico, tecnologia e atenção ao cuidado centrado no paciente.

Fonte: https://revistasoberana.com.br/2026/09/24/linfadenectomia-retroperitoneal-robotica-precisao-no-tratamento-do-cancer-de-testiculo/

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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