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quarta-feira, outubro 7, 2026

Manifestação fecha escolas e reúne estudantes, professores e pais em várias cidades da França

Estudantes, professores e pais realizaram manifestações em várias cidades francesas nesta terça-feira (6), em protestos contra a carência de profissionais e as insuficiências em parte da infraestrutura escolar. Centenas de instituições foram bloqueadas, conforme relatos de entidades estudantis e autoridades locais.

Os atos começaram de forma pacífica na manhã, com concentrações em Marselha, Nantes e Lyon. A expectativa era de que a maior concentração ocorresse em Paris durante a tarde. Jovens portavam sinalizadores e cartazes com mensagens de insatisfação dirigidas à situação nas escolas e à distância entre os estudantes e as elites políticas.

Confrontos e feridos

O governo mobilizou unidades de choque e afirmou que o movimento evoluiu para episódios de violência urbana em algumas áreas. Na segunda-feira (5), em confrontos no norte da França, um adolescente teve a mão arrancada. O prefeito do departamento de Pas-de-Calais, François-Xavier Lauch, informou que entre 200 e 250 manifestantes lançavam objetos contra policiais, mas não detalhou as circunstâncias precisas do acidente.

O jornal regional La Voix du Nord noticiou que o jovem, de 15 anos, perdeu a mão e parte do antebraço após manusear uma granada de dispersão utilizada pela polícia.

Demandas e resposta do governo

A União dos Estudantes do Ensino Médio informou que cerca de 1,8 mil escolas estavam bloqueadas ou previstas para fechar ao longo do dia. Em resposta, algumas autoridades educacionais locais tentaram transferir aulas para formato virtual. O Ministério da Educação não divulgou números consolidados imediatamente.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu ordenou que os ministros atendam às principais reivindicações estudantis. Entre as medidas pedidas estão garantias para reposição de professores ausentes, revisão da jornada escolar — atualmente das 8h às 18h — e avaliação da necessidade de ampliar o tempo do intervalo de almoço. O governo também avaliará reparos urgentes em prédios escolares antigos e pediu que as primeiras propostas sejam apresentadas até o fim de outubro.

Prisões e processos

Segundo o Ministério do Interior, 6,1 mil pessoas foram detidas desde o início dos protestos, a maioria composta por menores de idade. O Ministério da Justiça informou que mais de 1,8 mil pessoas estão sendo processadas, incluindo 1.483 adolescentes, sem detalhar os tipos de acusação. O gabinete do primeiro-ministro registrou pelo menos 715 policiais e 215 adolescentes feridos nos confrontos.

Entre os participantes, jovens e recém-formados relataram sensação de distanciamento em relação às decisões políticas e cobraram respostas rápidas às deficiências apontadas nas escolas.

O movimento teve início há duas semanas nos subúrbios de Paris e se expandiu para outras regiões do país, mobilizando pais, docentes e estudantes em torno das mesmas reivindicações.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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