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quarta-feira, julho 1, 2026

MAPA aplica tecnologia molecular para identificar adulteração de mel no Brasil

Tecnologia molecular amplia capacidade de identificar fraudes em mel produzidas no país

Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Affas) têm recorrido a técnicas científicas avançadas para detectar adulterações em mel que escapam às análises tradicionais. O uso de métodos laboratoriais mais sensíveis visa proteger consumidores e assegurar a integridade da cadeia produtiva do produto apícola brasileiro.

Técnica isotópica aponta açúcares externos

Nos laboratórios do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a análise isotópica do carbono C4, realizada por espectrometria de massa, é destacada como ferramenta central no enfrentamento das fraudes. A metodologia permite rastrear a origem dos açúcares presentes no mel, identificando a adição de substâncias provenientes da cana-de-açúcar e do milho.

Além da detecção de açúcares adicionados, a análise isotópica também revela práticas como a alimentação das abelhas com xaropes açucarados. Esses procedimentos, empregados para aumentar volume ou alterar características do produto, passam a ser não apenas comprovados, mas também quantificados quanto à proporção de açúcar externo presente.

Fiscalização complementar às análises convencionais

As investigações realizadas pelos laboratórios oficiais complementam as análises físico-químicas previstas na legislação brasileira, que verificam parâmetros como teor de umidade e presença de enzimas naturais. Segundo dados do Anuário 2025 do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), 26,15% das amostras de mel analisadas apresentaram inconformidades em relação aos padrões exigidos.

Janus Pablo Macedo, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, ressalta a importância do avanço tecnológico para acompanhar a evolução das fraudes alimentares e fortalecer a fiscalização especializada.

Segurança alimentar e orientação ao consumidor

A atuação dos Auditores Fiscais é apontada como essencial para reduzir riscos sanitários, combater fraudes e garantir a conformidade dos produtos tanto no mercado interno quanto no externo. Especialistas citados pelo MAPA chamam atenção para a maior probabilidade de adulteração em mel comercializado fora dos canais de inspeção oficiais.

Como medida de proteção, recomenda-se que consumidores prefiram mel com selo de inspeção federal, estadual ou municipal, garantindo maior rastreabilidade e segurança do alimento.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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