O jogador Kylian Mbappé, atacante do Real Madrid, pediu desculpas publicamente nesta terça-feira (27 de outubro de 2026) depois da circulação de um trecho de entrevista em que ele foi questionado sobre seu meme favorito e mencionou um vídeo de um homem que, segundo suas palavras, seria um ditador chinês.
Na sequência do comentário, circulou nas redes uma montagem que coloca o rosto do atleta sobre o corpo de Mao Tsé-Tung, líder da revolução comunista e fundador da República Popular da China. Em comunicado sobre a repercussão, Mbappé afirmou que suas observações não tinham a intenção de ofender o povo chinês e declarou respeito pela população e pela história do país.
Empresas chinesas encerram acordos
A polêmica resultou no anúncio de encerramento de contratos com pelo menos três empresas chinesas. A fabricante de bebidas Dongpeng, a empresa de laticínios Mengniu e a produtora de queijos Milkground informaram que não manteriam mais acordos comerciais com o jogador. As companhias declararam oposição a declarações ou atos que atentem contra o sentimento nacional chinês, sem detalhar especificamente os motivos por trás de cada decisão.
A rede social RedNote informou que retiraria materiais promocionais ligados a Mbappé e lembrou que a parceria de conteúdo com o atleta havia sido encerrada em dezembro de 2024.
Repercussão nas redes e na mídia estatal
Nas plataformas sociais chinesas, assuntos sobre o término das parcerias e pedidos de boicote ao jogador figuraram entre os temas mais comentados na Weibo. Reportagens também registraram ação da televisão estatal chinesa: segundo o veículo The Paper, as transmissões de partidas e eventos da LaLiga envolvendo Mbappé foram suspensas e todos os anúncios publicitários com o jogador foram removidos.
As informações divulgadas combinam a retratação pública do atleta com reações de empresas, plataformas digitais e veículos de comunicação na China, sem registros públicos adicionais de novas manifestações por parte de Mbappé após o pedido de desculpas.


