A menopausa não encerra a vida sexual
A menopausa não precisa ser entendida como o fim da sexualidade. Em texto divulgado em 18 de outubro de 2026 no site Revistasoberana, a ginecologista Dra. Gisele Vissoci Marquini ressalta que as alterações hormonais típicas desse período podem provocar sintomas como ressecamento vaginal, dor durante a relação, diminuição da libido e mudanças na resposta sexual, mas que essas manifestações não devem ser naturalizadas nem vividas em silêncio.
O que envolve a sexualidade
Conforme referência da Organização Mundial da Saúde (OMS) citada pela autora, a sexualidade abrange mais que o ato sexual: inclui sexo, identidade e papéis de gênero, orientação sexual, erotismo, prazer, intimidade e reprodução. Trata-se de uma dimensão presente ao longo da vida, expressa por pensamentos, desejos, sentimentos, valores, comportamentos e relacionamentos, e que sofre influência de fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais.
Orientação e abordagem individual
A médica enfatiza que o primeiro passo é romper o tabu e reconhecer a singularidade de cada experiência menopausal. Existem alternativas para aliviar os sintomas e promover conforto, desejo e prazer, mas a escolha dessas estratégias deve ser individualizada e realizada com acompanhamento profissional.
Entre as implicações apontadas estão a preservação da autoestima, da intimidade e da qualidade de vida. Segundo o texto, envelhecer não equivale a parar de desejar ou a perder a capacidade de vivenciar a sexualidade de forma plena; pelo contrário, a menopausa pode representar uma nova fase marcada por liberdade e autoconhecimento.
Autoridade
Dra. Gisele Vissoci Marquini
CRM 34170 RQE 19701
Ginecologia/ Uroginecologia/ Cirugia Vaginal
Fonte: Revistasoberana


