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sexta-feira, julho 3, 2026

Mercado de algodão no Brasil recua em junho com demanda interna enfraquecida e pressão de Nova York

O mercado físico de algodão no Brasil registrou queda ao longo de junho, afetado pela redução da demanda no mercado interno e pela pressão exercida pelas cotações na Bolsa de Nova York. Compradores adotaram postura mais cautelosa, o que resultou em transações esporádicas e menor ritmo entre indústrias e produtores.

Segundo a Safras Consultoria, a dinâmica do mês foi caracterizada por compras “da mão para a boca”, com formação de estoques limitada e seleção mais criteriosa nas aquisições. Esse comportamento revela apreensão quanto à liquidez do setor, que passou a representar um desafio para os agentes envolvidos nas negociações.

Recuperação parcial no final do mês

Na última semana de junho, houve um aumento pontual na procura, que elevou a movimentação no mercado físico e contribuiu para uma recuperação parcial das cotações em algumas praças. Em São Paulo, o algodão foi cotado a R$ 4,12 por libra-peso, representando uma alta de 0,73% em relação à semana anterior, embora o preço ainda esteja 3,29% abaixo do mesmo período do ano passado.

Em Rondonópolis (MT), a pluma foi negociada a R$ 130,06 por arroba, registrando pequena alta na comparação semanal, mas acumulando retração ao longo do mês.

Influência internacional e perspectivas

A queda das cotações em Nova York segue como fator determinante para o comportamento dos preços no Brasil, reduzindo o ritmo das negociações e servindo de referência para a formação de preços da pluma no mercado doméstico. A demanda interna, especialmente do setor têxtil, continua fraca, o que contribui para a redução da liquidez.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou aumento da área plantada com algodão nos EUA para 2026, com área total estimada em 9,850 milhões de acres, perspectiva que pode influenciar oferta e demanda globalmente nas próximas semanas.

Produtores, indústrias e outros agentes do mercado no Brasil acompanham atentamente as oscilações em Nova York, o comportamento da indústria têxtil e o ritmo das exportações. Esses elementos devem ser determinantes para a liquidez e a formação de preços no mercado físico ao longo do segundo semestre, com reflexos na economia regional e nas decisões dos produtores rurais.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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