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sábado, junho 20, 2026

Minas Gerais lidera autuações por Lei Seca e registra alta taxa de letalidade nas rodovias federais

Da Redação

A Lei Seca completou 18 anos nesta sexta-feira (19), e dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) compilados pela Associação de Clínicas de Trânsito de Minas Gerais (Actrans) indicam que o estado enfrenta situação preocupante nas rodovias federais. Minas Gerais registrou o maior número de autuações relacionadas ao consumo de álcool ao volante e figura entre os mais afetados em números de acidentes, feridos e mortes atribuídos à embriaguez.

Entre janeiro e maio de 2026, a PRF contabilizou 127 acidentes em Minas causados por motoristas alcoolizados, ficando atrás apenas de Santa Catarina (234) e Paraná (180). No mesmo período, o estado teve 114 pessoas feridas em ocorrências desse tipo, ocupando a terceira posição no ranking nacional, e registrou nove óbitos — o que corresponde a 10,71% das 84 mortes registradas no Brasil entre janeiro e maio.

A taxa de letalidade apurada em Minas Gerais foi de 7,1%, acima da média nacional, que ficou em 5,8%, segundo o levantamento. Apesar de alguns estados apresentarem maior quantidade de acidentes envolvendo álcool, Minas destaca-se pelo maior índice de mortes em relação ao número de sinistros.

Nos cinco primeiros meses do ano, a PRF lavrou 657 autuações decorrentes de testes positivos no bafômetro e registrou 2.770 recusas ao exame, totalizando 3.427 infrações relacionadas à Lei Seca em Minas. Esse total representa 22% de todas as autuações realizadas pela corporação em todo o país no período, o que equivale, em média, a cerca de 22 motoristas flagrados diariamente nas rodovias federais mineiras por embriaguez ao volante ou por se recusarem a fazer o teste.

O volume de autuações em Minas é significativamente superior ao observado em outros estados. Mato Grosso aparece na sequência com 290 testes positivos, seguido pelo Paraná, com 249.

O estudo também aponta que, em Minas Gerais, a proporção de recusas ao bafômetro é de 4,2 recusas para cada teste positivo, enquanto a média nacional é de 6,2 recusas por teste positivo. Pela legislação vigente, a recusa ao exame acarreta as mesmas penalidades administrativas aplicadas ao condutor com resultado positivo: multa de R$ 2.934,70, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por 12 meses e demais sanções previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

Fonte: Gazetadotriangulo

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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