Capgemini: mercado de ações e queda da inflação impulsionaram aumento de riqueza
Paris, 4 de junho de 2026 — O total de pessoas com mais de US$ 1 milhão disponíveis para investimento cresceu em 2025 e alcançou um novo patamar, segundo estudo divulgado pela consultoria Capgemini. A pesquisa, publicada nesta quinta-feira, atribui o avanço ao desempenho dos mercados acionários e à redução da inflação.
A Capgemini define como ricos aqueles que detêm mais de US$ 1 milhão (equivalente a 5 milhões de reais) em ativos disponíveis para aplicação, excluindo em grande parte o valor da residência principal. O levantamento aponta que esse grupo passou de 23,3 milhões em 2024 para 25,3 milhões em 2025, um crescimento de 7,9% — quase 2 milhões a mais do que no ano anterior.
O patrimônio agregado desses indivíduos também subiu: o total chegou a US$ 98,3 trilhões (R$ 495,5 trilhões), alta de 8,7% em relação a 2024, o maior avanço anual registrado desde 2018. A consultoria destaca que os ganhos em ações, impulsionados por resultados relacionados à inteligência artificial, foram o principal motor da geração de riqueza para milionários em cinco das seis regiões analisadas.
O estudo ressalta, ainda, a elevada concentração de riqueza: 1% dos indivíduos mais ricos detém 34,8% do total levantado pela pesquisa.
No recorte regional, a Ásia-Pacífico registrou o maior aumento no número de milionários, com alta de 9,4%, impulsionada pelo desempenho do setor de semicondutores e liderada por Japão e China. Na América do Norte, o aumento foi de 9,1%, com os Estados Unidos respondendo por mais de 736 mil novos milionários, elevando o total no país a 8,7 milhões.
As demais regiões apresentaram variações positivas: Europa (6,5%), África (4,1%) e América Latina (0,3%). O único declínio ocorreu no Oriente Médio, com queda de 1,4%, reflexo da redução nos preços do petróleo no ano anterior.
O número de indivíduos super-ricos — definidos como aqueles com patrimônio líquido mínimo de US$ 30 milhões (R$ 151 milhões) — aumentou 9,4%, atingindo cerca de 250 mil pessoas globalmente.
A análise da Capgemini foi baseada em entrevistas com 6.510 indivíduos considerados ricos nas Américas, Europa, Ásia-Pacífico e Oriente Médio.
Fonte: G1


