A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que não há indícios de um surto ampliado de hantavírus relacionado aos casos identificados a bordo de um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. A doença foi detectada entre passageiros e tripulantes, mas, segundo a entidade, a situação permanece sob controle.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que, até o momento, foram notificados 11 casos de hantavírus, dos quais três evoluíram para óbito. Todos os afetados estavam a bordo do navio MV Hondius. A maioria dos casos confirmados corresponde à cepa Andes.
Monitoramento e cuidados
A OMS recomendou acompanhamento ativo dos passageiros do cruzeiro por um período de 42 dias após a última exposição conhecida, ocorrida em 10 de maio. Esse prazo de monitoramento foi calculado para se estender até 21 de junho, quando as autoridades consideram que sinais e sintomas compatíveis devem ter sido detectados.
As autoridades de saúde dos países para os quais os passageiros foram repatriados têm a responsabilidade de fiscalizar o estado de saúde de cada indivíduo. A OMS informou que permanece atenta a relatos de pacientes com sintomas compatíveis e segue colaborando com autoridades locais para assegurar vigilância adequada e resposta imediata caso novos casos sejam identificados.
Para viajantes, a instituição enfatizou a importância de estar informado sobre a situação de saúde pública nos destinos e sobre as medidas adotadas pelas empresas de transporte, incluindo navios de cruzeiro. Embora a OMS indique que o evento não caracteriza um surto maior, recomenda-se observar orientações oficiais e manter atenção a sintomas que possam surgir após a exposição.
A notícia sobre os casos a bordo do MV Hondius motivou ações de monitoramento e coordenação entre a OMS e as autoridades nacionais, com o objetivo de garantir detecção precoce e manejo adequado de eventuais novos casos, sem que haja, até o momento, confirmação de propagação além do grupo inicialmente afetado.
Fonte: Uberlandianofoco


