A Petrobras passou a cobrar valores maiores pelo querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras a partir desta quinta-feira, 1º de outubro, conforme tabela divulgada pela empresa para as principais bases de distribuição do país.
De acordo com os dados oficiais, o preço do combustível subiu 11,6% em Guarulhos (SP) e em Betim (MG), e 12% em Duque de Caxias (RJ), segundo cálculos feitos a partir da tabela da companhia. Os contratos da estatal preveem que os preços do QAV comercializados com distribuidoras sejam revisados no início de cada mês.
O reajuste de outubro ocorre depois de um aumento médio de cerca de 13,9% em setembro na comparação com agosto. O movimento vem sendo acompanhado por entidades do setor aéreo, que apontam impactos diretos nos custos das companhias e, consequentemente, nos preços ao consumidor.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou, em dados divulgados em agosto, que os preços dos combustíveis de aviação acumularam alta de 49% até aquele mês. Segundo a entidade, esse aumento está relacionado ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que já durava quase oito meses à época, e à forte exposição das empresas aéreas à volatilidade do mercado internacional.
Conforme a Abear, o preço do QAV praticamente dobrou em maio em comparação ao período anterior ao início do conflito. Após o reajuste mais recente, o combustível passou a representar 39% dos custos operacionais das companhias aéreas, ante 32% antes do começo do confronto, segundo a associação.
O encarecimento do querosene de aviação também tem sido refletido nas tarifas cobradas aos passageiros. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim de setembro, apontou alta de 9,82% nos preços das passagens aéreas em setembro.
O reajuste mensal praticado pela Petrobras e os percentuais aplicados nas principais bases constam na tabela de preços publicada pela empresa, que trata das condições comerciais com as distribuidoras.
Com informações da agência de notícias Reuters.
Fonte: G1


