Preço e variação
Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira (7), com o barril do Brent — referência internacional — avançando US$ 1,03 (1,1%), para fechar a US$ 97,31. No intraday, o Brent chegou a US$ 98,06, patamar mais elevado desde 24 de julho.
Nos Estados Unidos, o contrato WTI, usado como referência no mercado americano, estava cotado a US$ 92,65 por barril às 14h45 (horário de Brasília), alta de 1,3% no dia. O WTI alcançou US$ 93,29 durante a sessão, também a maior cotação desde 24 de julho. O contrato não teve liquidação nesta segunda por causa do feriado do Dia do Trabalho nos EUA.
Motivo da alta
A valorização ocorreu após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, que atingiu petroleiros e navios de guerra, segundo a empresa de inteligência marítima Marisks. A escalada reacendeu preocupações sobre potenciais interrupções no transporte e no fornecimento global de petróleo.
Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou nesta segunda que o Irã responderá caso seus ativos sejam atacados. A declaração seguiu comentários do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que declarou que a frota petrolífera iraniana estava “indefesa”.
A Marisks destacou que o uso de embarcações comerciais como ferramentas de pressão econômica aumenta os riscos para o trânsito marítimo de petróleo, tornando mais tênue a linha entre confronto militar e comércio marítimo.
Impactos no mercado e previsões
A escalada já tem refletido nos preços: na semana passada, o Brent acumulou alta de quase 8%, enquanto o WTI subiu cerca de 10%. Além do risco geopolítico, o mercado acompanha os níveis de estoques de combustíveis nos EUA, onde estoques de gasolina e de combustíveis destilados estão abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano passado e inferiores às médias sazonais dos últimos cinco anos, segundo analistas da PVM Energy.
O Goldman Sachs projeta que o petróleo pode chegar a US$ 120 por barril caso os ataques a navios comerciais se intensifiquem, cenário ligado à possibilidade de maiores problemas no transporte pelo Oriente Médio. Em resposta ao conflito, os Emirados Árabes Unidos trabalham em rotas alternativas para exportações de energia e outras operações comerciais, disse Anwar Gargash, assessor presidencial dos Emirados.
Apesar da alta das cotações, o grupo Opep+ manteve no domingo sua política de produção para outubro, informando que não haverá mudança na estratégia definida anteriormente.
*Contém informações da Agência Reuters
Fonte: G1


