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terça-feira, outubro 20, 2026

Petróleo ultrapassa US$ 111 e alcança maior nível em cinco meses com nova escalada de conflitos no Oriente Médio

Petróleo registra alta com tensão no Oriente Médio

O preço do petróleo voltou a subir nesta terça-feira (20), ultrapassando os US$ 111 por barril e marcando a cotação mais elevada em cinco meses, em meio a um novo surto de violência no Oriente Médio que gera receio sobre o transporte de combustíveis e a oferta global.

Por volta das 9h, o barril do Brent, referência internacional, era negociado a US$ 111,12, avanço de 1,43%. Em sessão, o Brent chegou a atingir US$ 111,69, alta de cerca de 2%. O WTI, referência dos Estados Unidos, subiu 5,7%, para US$ 109,60 por barril.

A valorização acompanhou relatos de novos ataques na região. Os houthis, grupo do Iêmen alinhado ao Irã, afirmaram na segunda-feira (19) terem atacado alvos energéticos, aeroportos e posições militares na Arábia Saudita, incluindo uma instalação da estatal Aramco. As autoridades sauditas não confirmaram de imediato as alegações, que não puderam ser verificadas de forma independente pela Reuters.

O mercado também segue atento ao Estreito de Ormuz, passagem estratégica entre o golfo Pérsico e o golfo de Omã, essencial para o tráfego de petróleo. Segundo a consultoria Kpler, o fluxo pela região caiu para uma média de cerca de 8,5 milhões de barris por dia na semana passada, ante mais de 20 milhões de barris por dia na semana anterior.

No domingo (18), um petroleiro pegou fogo e explodiu após colidir com uma mina naval no sul do Estreito de Ormuz, segundo a Guarda Revolucionária do Irã e reportagens da mídia iraniana.

Em paralelo, a situação militar na região segue em evolução: na segunda-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, teve encontros com o primeiro‑ministro israelense Benjamin Netanyahu durante uma visita não anunciada a Israel.

Pressionada pelos preços, a Agência Internacional de Energia (AIE) informou estar pronta para coordenar nova liberação de reservas de emergência, se necessário. Na semana passada, a agência acelerou a liberação do restante de um pacote anunciado em março que previa mais de 400 milhões de barris; segundo o diretor‑executivo da AIE, Fatih Birol, cerca de 80% desse volume já foi disponibilizado.

A AIE também trabalha para adiantar a oferta de mais de 20 milhões de barris de diesel, cujo cronograma dependerá de decisões nacionais e das condições do mercado, especialmente com a aproximação do inverno no Hemisfério Norte.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou na segunda‑feira um programa de US$ 8 bilhões (cerca de R$ 40,4 bilhões) em auxílio a agricultores para aliviar parte dos custos com diesel durante a safra, iniciativa divulgada em meio à pressão sobre o custo de vida e à proximidade das eleições legislativas de novembro.

Analistas apontam que a evolução dos preços continuará a ser influenciada pela intensidade dos conflitos no Oriente Médio, pelas condições de navegação no Estreito de Ormuz e pela capacidade de aumentar a oferta para compensar possíveis interrupções no abastecimento.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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