Produção e governança
Produtores, representantes de entidades e técnicos ligados à piscicultura ornamental da Zona da Mata se reuniram no Sindicato dos Produtores Rurais de Muriaé para discutir medidas que visem à organização e profissionalização do setor. Participaram do encontro membros do Sistema Faemg Senar, do Sebrae/MG, do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), da Emater, da Epamig, da Embrapa, sindicatos de produtores rurais, piscicultores e técnicos do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).
Registro da trajetória
O Sebrae/MG conduz um levantamento para documentar a evolução da piscicultura ornamental na região, identificando fatores e atores responsáveis pela consolidação do polo. Segundo Marcos Reis, gerente do Sistema Faemg Senar em Viçosa, o objetivo é montar um dossiê que apresente a experiência da Zona da Mata como caso de sucesso a ser exibido em outros estados e cadeias produtivas.
Demandas encaminhadas ao Ministério da Pesca e Aquicultura
De acordo com o documento preparado e entregue ao consultor técnico do Sebrae/MG, Felipe Matias, foram definidas três prioridades para articulação junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
1. Padronização das Guias de Trânsito Animal (GTA)
A primeira proposta propõe a padronização das informações constantes nas GTAs usadas para o transporte de peixes, tanto de corte quanto ornamentais. A ideia é que estados e o Distrito Federal adotem campos uniformes na Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), incluindo quantidade de peixes, espécies transportadas, origem, destino e demais dados necessários à rastreabilidade, com o objetivo de aprimorar o controle sanitário, a fiscalização e a segurança dos agentes da cadeia produtiva.
2. Ampliação do Programa ATeG
A segunda demanda solicita a expansão do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) para alcançar mais produtores de peixes ornamentais. O programa já atendeu 90 piscicultores na região, com resultados positivos em processos de regularização ambiental e sanitária. Entre os benefícios apontados estão melhoria da gestão das propriedades, adoção de boas práticas de produção, organização de registros e rastreabilidade, adequação às exigências ambientais e preparação para certificações.
3. Incentivo à certificação
A terceira proposta pede que o MPA avalie a destinação de recursos para fomentar a certificação das propriedades de piscicultura ornamental na Zona da Mata, com possibilidade de replicação do modelo em outras regiões do país, visando fortalecer e profissionalizar a atividade.
Integração institucional
Além das medidas técnicas e regulatórias, a mobilização pretende reforçar a governança da cadeia produtiva por meio da integração entre as instituições envolvidas. Na avaliação de Marcos Reis, a articulação conjunta permite organizar iniciativas, sincronizar ações e concentrar esforços em objetivos comuns, o que representa um ganho para o setor.
Com as propostas encaminhadas ao Ministério, o setor busca avançar na regularização, na ampliação da assistência técnica e na disseminação da certificação, criando condições para consolidar a cadeia produtiva da Zona da Mata e ampliar sua participação no mercado nacional.
Fonte: Gazetadotriangulo


