Araguari (MG) — A Polícia Civil de Minas Gerais aplicou pela primeira vez em Araguari a nova Lei Antifacção para investigar um homicídio ocorrido em 7 de maio no Triângulo Mineiro. Com base na legislação federal, os delegados indiciaram quatro homens pela morte de um motorista e por crimes relacionados ao episódio, que, segundo as investigações, teria sido motivado por disputa territorial entre grupos criminosos locais.
O ataque
Na data do crime, um homem de 27 anos dirigia um veículo pela avenida Miguel Assad Debs, no bairro Santa Terezinha, acompanhado da companheira, de 24 anos, e do filho do casal, de 6 anos. Conforme apurado, dois homens em uma motocicleta emparelharam com o carro e efetuaram vários disparos contra o motorista. Após ser atingido, o condutor perdeu o controle, colidiu com veículos estacionados e morreu no local, diante da família.
Câmeras de segurança registraram a ação e a movimentação dos suspeitos logo após o ataque, segundo a polícia.
Prisões e indiciamentos
Ao final da investigação, a autoridade policial indiciou quatro homens pelos crimes de homicídio qualificado, porte ilegal de arma, receptação e organização criminosa ultraviolenta — esta última prevista na nova lei federal. Três dos indiciados já foram presos; o quarto permanece foragido.
A Polícia Civil informou que o crime teve ligação direta com a disputa por pontos de tráfico de drogas na cidade, o que motivou a execução, conforme as provas reunidas no inquérito.
O que prevê a Lei Antifacção
A Lei Antifacção entrou em vigor no final de março, após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de aumentar o rigor contra quadrilhas de alta periculosidade. Entre as mudanças, o texto prevê pena de até 40 anos para o crime de organização criminosa ultraviolenta, prevê regras mais rígidas para cumprimento de pena em presídios de segurança máxima e facilita medidas como o bloqueio imediato de contas e bens de organizações criminosas.
Em Araguari, as autoridades afirmam que o novo arcabouço jurídico será usado para tentar frear a escalada da violência urbana e atacar a estrutura financeira das facções envolvidas.
Fonte: Regionalzao


