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segunda-feira, outubro 26, 2026

Por que as eleições afetam dólar, Bolsa e juros no Brasil

Os mercados financeiros monitoravam a disputa eleitoral antes mesmo de os eleitores irem às urnas no domingo (25). Ao longo do ano, variações no valor do dólar, na cotação do Ibovespa e nas taxas de juros foram associadas a declarações de candidatos e a pesquisas eleitorais, que moldaram as expectativas sobre a condução da economia no próximo mandato.

A surpresa provocada pela virada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno teve impacto imediato: na segunda-feira (26), os ativos reagiram com alta do dólar e queda da Bolsa, enquanto investidores reajustavam apostas sobre a política fiscal e a trajetória de juros e câmbio.

Como eventos eleitorais influenciam os mercados

O principal mecanismo é a antecipação. Investidores tentam prever como propostas de campanha e o resultado eleitoral vão afetar crescimento, inflação, juros e, no caso do Brasil, a situação fiscal. A incerteza sobre essas variáveis costuma aumentar a volatilidade, especialmente quando a vitória de um candidato altera significativamente as expectativas sobre o ajuste das contas públicas.

Nos últimos dias de campanha, a liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no 1º turno e o avanço apontado por pesquisas como favorito no 2º turno contribuíram para que parte do mercado considerasse um governo pró-PL mais alinhado com o controle das finanças públicas. Ao contrário, a reeleição de Lula foi interpretada por alguns investidores como um potencial risco fiscal, elevando o estresse nos mercados.

Movimentos pontuais ilustram essa dinâmica. O anúncio de reajuste do Bolsa Família, feito pelo governo Lula 17 dias antes das eleições, levou o real a se desvalorizar e arrastou o Ibovespa para cerca de 185 mil pontos em reação a preocupações sobre o impacto do aumento do benefício nas contas públicas. Em outra ocasião, uma pesquisa divulgada em 10 de setembro que colocou Flávio Bolsonaro numericamente à frente em um eventual 2º turno coincidiu com recuo de 0,18% do dólar, a R$ 5,1026, e alta de 1,42% do Ibovespa, a 188.268 pontos.

Noticiário político e contexto internacional

A cobertura de medidas ou escândalos políticos também afeta ativos, porém o grau de influência depende do cenário externo e do fluxo de capital para o Brasil. Em momentos em que há liquidez internacional elevada e preços de commodities em alta, eventos políticos tendem a pesar menos, como ocorreu durante o Mensalão em 2006, quando fatores externos amorteceram o impacto sobre os mercados.

Recomendações para investidores em cenários de volatilidade

Em períodos de maior oscilação, especialistas costumam indicar posições em renda fixa, especialmente quando as taxas estão em dois dígitos. Títulos públicos prefixados e fundos de renda fixa aparecem entre as alternativas citadas para reduzir a sensibilidade às flutuações de mercado. Para investidores de longo prazo, a estratégia recomendada é manter a disciplina, diversificar a carteira — inclusive com exposição internacional — e preservar uma reserva de liquidez para evitar vendas forçadas em momentos de queda.

Também é ressaltada a importância de ajustar a alocação ao perfil de risco: investidores conservadores tendem a priorizar ativos menos voláteis, enquanto os mais tolerantes ao risco podem manter maior participação em ações.

O g1 apresenta histórico das cotações do dólar e do Ibovespa entre 1994 e 2026 e traz orientações sobre como investir em cenários de maior volatilidade.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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