O que acontece
O prazo para requerer o segundo lote de pagamento do antigo fundo PIS/Pasep se encerra nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026. Os pedidos realizados até essa data terão o saque programado para 26 de outubro de 2026, conforme calendário divulgado pela Caixa Econômica Federal.
Quem tem direito e como consultar
O antigo fundo PIS/Pasep reunia cotas destinadas a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre 1971 e 1988, e é distinto do atual abono salarial. Quem suspeita ter valores a receber pode verificar a existência de saldo pelo site REPIS Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS. A plataforma informa o montante disponível e orienta sobre os próximos passos para solicitar o ressarcimento.
Segundo o governo, o saldo médio disponível por pessoa é de R$ 2,8 mil, mas o valor varia conforme o tempo de trabalho e a remuneração recebida na época; os montantes estão corrigidos pela inflação.
Como acessar o REPIS Cidadão
O acesso ao REPIS Cidadão exige conta gov.br nos níveis prata ou ouro. Para consultar, o usuário deve entrar em http://repiscidadao.fazenda.gov.br/, selecionar “entrar com gov.br”, efetuar o login com CPF e senha e autorizar o uso dos dados. Em seguida é preciso informar o NIS (Número de Identificação Social), que corresponde ao número do PIS, e clicar em “pesquisar”.
Como localizar o número do PIS/NIS
O NIS é uma sequência de 11 dígitos disponibilizada pela Caixa e equivale ao número do PIS. Ele pode ser encontrado em extratos do FGTS (um dos contratos registrados no aplicativo), no Cartão Cidadão (logo abaixo do nome), no site Meu INSS (aparecendo como NIT), no sistema CadÚnico ou obtido pelo telefone da Previdência Social, no número 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Como pedir o ressarcimento e documentação necessária
O pedido de ressarcimento pode ser protocolado em agência da Caixa ou feito pelo aplicativo do FGTS: após login, escolha “mais” e “ressarcimento PIS/Pasep” e siga as instruções para anexar os documentos. Quando o requerente for o próprio beneficiário, é suficiente apresentar documento de identidade oficial.
No caso de herdeiros, são exigidos documentos específicos, a saber: certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com relação dos dependentes habilitados à pensão por morte; declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, capazes e concordantes, declarando a autorização de saque e afirmando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos.
Pagamento
Após a solicitação, a Caixa analisará o pedido e encaminhará as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será efetuado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, seguindo o calendário de desembolsos divulgado pela instituição.
Contexto histórico e prazo final
O PIS foi criado em 1970 e o Pasep destinado ao servidor público; em 1975 os recursos passaram a compor o Fundo PIS-Pasep, que deixou de operar em 1988, quando o modelo foi substituído pelo abono salarial atual. Em 2020 as cotas não sacadas foram transferidas para o FGTS e, em 2023, para uma conta única do Tesouro Nacional. Caso o ressarcimento não seja requerido até setembro de 2028, os valores remanescentes serão incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque.


