Os preços das carnes bovina e suína registraram recuo no atacado brasileiro entre 30 de junho e 14 de julho, enquanto a carne de frango apresentou valorização, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O estudo aponta quedas nas cotações da carne bovina com osso e da carne suína na região da Grande São Paulo, reflexo de um consumo interno ainda tímido.
Pressão da demanda interna e repasses limitados
A redução nas cotações das carnes vermelhas é atribuída principalmente à demanda doméstica restrita e à dificuldade de repassar aumentos ao varejo. Com isso, atacadistas têm feito reposição de estoques de forma mais cautelosa, o que contribui para a formação de preços no mercado atacadista.
Carne bovina: equilíbrio entre fatores de baixa e sustentação
O mercado da carne bovina vive um cenário de contrapontos. A queda no preço da arroba do boi gordo, aliada à resistência do varejo em aceitar reajustes, pressiona as negociações no atacado. Por outro lado, a oferta limitada de animais para abate e o desempenho favorável das exportações brasileiras atuam como fatores que impedem desvalorizações mais acentuadas.
Segundo o levantamento do Cepea, esse balanço faz com que o consumo interno seja determinante nas próximas semanas, uma vez que a demanda das famílias tende a influenciar a tendência das cotações.
Carne suína também afetada por consumo doméstico fraco
A carne suína segue dinâmica parecida com a bovina: apesar do bom desempenho nas exportações, a procura interna permanece baixa e freia a recuperação dos preços no atacado. A maior disponibilidade do produto no mercado não tem sido compensada por um aumento no consumo das famílias.
Frango se destaca como opção mais barata e tem preços em alta
Em contrapartida, a carne de frango vem registrando valorização, impulsionada por sua posição como a proteína animal de menor custo. Consumidores em busca de alternativas mais acessíveis têm mantido a demanda aquecida, refletindo em alta nas cotações do frango resfriado na Grande São Paulo.
Além disso, o desempenho exportador da cadeia de frango tem reduzido a oferta doméstica, reforçando a pressão altista sobre os preços. Para frigoríficos, produtores e distribuidores, os próximos dias serão importantes para verificar se a demanda interna se recupera ou se o mercado seguirá pressionado. O setor também acompanha de perto as exportações, os custos de produção e as oscilações cambiais, que interferem na competitividade das proteínas brasileiras no exterior.
Fonte: Uberlandianofoco


