Presidente da Disney comenta demissões e necessidade de reestruturação
A presidente da Walt Disney Company, Dana Walden, afirmou nesta quinta-feira (1º) que mudanças estruturais contínuas são necessárias para que a empresa consiga se manter frente às transformações do setor. A declaração foi dada durante a conferência Bloomberg Screentime, em Los Angeles, em entrevista conduzida por Lucas Shaw, editor da Bloomberg.
Walden descreveu o processo de redução de pessoal como doloroso e explicou que a mais recente fase de desligamentos ocorreu em parte por meio de um programa de saídas voluntárias. Segundo ela, o plano permitiu que um grupo de executivos avaliasse se era o momento adequado para deixar a companhia ou permanecer, destacando que esse tipo de evolução tende a ser permanente no segmento em que a Disney atua.
Em sua fala, a executiva ressaltou que a evolução tecnológica expôs o modelo de negócios da empresa a novos desafios e que, por isso, a companhia precisa se adaptar para sobreviver, prosperar e crescer. Walden afirmou ainda que concorrentes do mesmo setor e empresas de tecnologia enfrentam necessidades semelhantes de revisar continuamente suas estruturas organizacionais.
Nos últimos meses, a Walt Disney vem promovendo cortes de pessoal em diferentes etapas. Cerca de 1.000 funcionários deixaram a empresa em abril, pouco depois da assunção do novo CEO Josh D’Amaro. Na terça-feira (29), reportagem da revista americana Variety informou que algumas centenas de empregados foram demitidos em várias áreas, com impacto maior em recursos humanos e tecnologia da informação, tanto na estrutura corporativa quanto em divisões específicas.
Esta movimentação representa a terceira rodada de reduções de pessoal da Disney em 2026. Além dos desligamentos de abril, em julho houve outra leva com centenas de cortes em áreas corporativas e em unidades como Pixar, ESPN e Disney Entertainment Television. Ao divulgar resultados do trimestre encerrado em junho, o CEO Josh D’Amaro e o diretor financeiro Hugh Johnston disseram que a companhia avaliava medidas para reduzir despesas, incluindo o quadro de funcionários e gastos administrativos.
Dados citados pela Reuters indicam que a Disney empregava cerca de 231 mil pessoas ao final do ano fiscal de 2025, sendo aproximadamente 172 mil nos Estados Unidos e 59 mil no exterior. A empresa também realizou um grande corte em 2023, então sob a gestão de Bob Iger, com a eliminação de cerca de 7.000 vagas como parte de um plano para reduzir US$ 5,5 bilhões em custos.
Fonte: G1


