HORÁRIO: 16h30 (Brasília UTC-3)
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, encontrou-se na tarde de segunda-feira, 27 de julho de 2026, com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em reunião realizada na sede da autoridade monetária. O objetivo do encontro foi discutir medidas para viabilizar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado a socorrer o BRB e também tratar da regularização dos balanços da instituição, que estão atrasados desde o fim de 2025.
A reunião integra esforços do banco e do governo do Distrito Federal para destravar a operação financeira acordada no Supremo Tribunal Federal (STF) e sancionada pelo Executivo no dia 24 de junho. Até as 16h30, Nelson Antônio de Souza e a diretora-executiva de Controles e Riscos do BRB (DICOR), Ana Paula Teixeira de Sousa, permaneciam na sede do Banco Central.
Em 14 de julho, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, participou de um encontro similar com Nelson e Galípolo na sede do BRB. Na ocasião, o grupo saiu sem conceder entrevistas e o governo classificou o encontro como uma “reunião técnica”.
O BRB entrou em crise após operações com o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro, que teriam resultado em perdas. Segundo o próprio banco, as transações realizadas entre 2024 e 2025 somaram R$ 30 bilhões. Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero, apontando um suposto esquema de fraudes bilionárias envolvendo parte dessas negociações.
Em abril de 2026, nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A Polícia Federal afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem observância de práticas adequadas de governança.
Na manhã de segunda-feira (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou à Rádio Jornal (Pernambuco) que “[o banco], basicamente, passou R$ 12 milhões para o Master e recebeu guardanapo, papel que não valia nada”.
O BRB presta serviços essenciais ao Distrito Federal, como a operação de mais de 30 programas sociais, crédito habitacional e a folha de pagamento do funcionalismo local, motivo pelo qual a continuidade do banco dentro das normas do sistema financeiro tem sido tratada como prioridade pelo Executivo distrital.
Fonte: G1


