A adoção de medidas preventivas no manejo de bezerras pode evitar prejuízos que chegam a R$ 1 mil por animal e melhorar a rentabilidade das propriedades leiteiras, segundo especialistas. A recomendação é focar nos primeiros dias de vida dos animais para diminuir gastos com tratamentos e acelerar a entrada na fase produtiva.
Segundo a MSD Saúde Animal, o investimento em práticas preventivas e em ferramentas de monitoramento contribui tanto para o desempenho econômico das fazendas quanto para a sustentabilidade do setor. A empresa aponta que a identificação precoce de problemas sanitários e o manejo adequado são decisivos para reduzir custos e perdas futuras.
Diarreia neonatal: um desafio para a pecuária leiteira
A diarreia neonatal figura como a principal causa de mortalidade entre as bezerras, respondendo por mais de 50% dos óbitos nos primeiros meses de vida. Vanessa Masson, gerente técnica de Ruminantes da MSD Saúde Animal, alerta para os efeitos além da mortalidade: animais que passam por doenças precoces tendem a ter menor ganho de peso e atrasos no momento do primeiro parto, impactando o período em que o produtor arca com custos sem retorno financeiro.
“Cada dia de tratamento de uma bezerra com diarreia pode resultar em uma perda de cerca de 115 quilos de leite na primeira lactação”, alerta Masson, enfatizando a importância do manejo adequado.
Esses efeitos sobre crescimento e precocidade reprodutiva ampliam o custo final da recria e prejudicam a produtividade do rebanho a longo prazo, motivo pelo qual a prevenção é indicada como prioridade nas propriedades leiteiras.
O papel da tecnologia no manejo sanitário
Ferramentas de monitoramento têm se consolidado como aliadas na redução de perdas e na melhoria de indicadores zootécnicos. Sistemas como o SenseHub Dairy Youngstock permitem acompanhar sinais de saúde e comportamentos das bezerras, possibilitando intervenções mais rápidas quando necessário.
Thatiane Kievitsbosch, gerente de produtos de Soluções Tecnológicas para Ruminantes da MSD Saúde Animal, destaca que a detecção antecipada de enfermidades é um dos principais ganhos com essas tecnologias. O uso de dados em tempo real também possibilita avaliar a eficiência dos protocolos sanitários e identificar falhas de manejo.
Além de reduzir despesas veterinárias, o monitoramento contribui para aumentar a longevidade do rebanho e melhora a eficiência produtiva ao longo da vida dos animais. Com margens reduzidas no setor, a combinação de manejo sanitário adequado e tecnologia é apresentada como medida essencial para a viabilidade econômica da produção de leite.


