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segunda-feira, setembro 21, 2026

Prévia do PIB pelo Banco Central cresce 0,2% no 2º trimestre; ritmo desacelera forte

Banco Central registra crescimento moderado do IBC-Br no segundo trimestre

O Banco Central informou nesta segunda-feira (17) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,2% no segundo trimestre de 2026. O resultado foi calculado com ajuste sazonal e compara o período com o primeiro trimestre de 2026.

O número indica forte desaceleração da economia em relação ao trimestre anterior, quando o IBC-Br havia crescido 1,3%. Trata-se do pior desempenho trimestral desde o terceiro trimestre de 2025, quando o índice caiu 0,5%.

Por setores, o Banco Central registrou expansão na agropecuária e na indústria, e retração nos serviços no segundo trimestre:

Agropecuária: +0,3%
Indústria: +0,5%
Serviços: -0,1%

Em junho, na comparação com maio, o IBC-Br recuou 0,6%, marcando a primeira queda em três meses e representando piora em relação a fevereiro, quando o indicador havia mostrado estabilidade. Na comparação anual, junho de 2026 registrou alta de 2,0% sobre junho de 2025, cálculo feito sem ajuste sazonal.

O Banco Central também divulgou que, na comparação entre o segundo trimestre de 2026 e os três primeiros meses de 2025, o IBC-Br cresceu 1,5%. No acumulado em 12 meses até junho, a expansão foi de 1,5%, em ambos os casos sem ajuste sazonal.

O BC ressalta que o IBC-Br é uma prévia do PIB, com metodologia distinta da utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): o índice do Banco Central incorpora estimativas para agropecuária, indústria, serviços e impostos, mas não considera a dimensão da demanda, que integra o cálculo do PIB do IBGE. O IBC-Br é uma das referências utilizadas pelo Banco Central na definição da taxa básica de juros.

Em ano eleitoral, o governo adotou medidas para estimular a atividade e reduzir o endividamento das famílias, como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, a liberação do FGTS e a oferta de linhas de crédito com juros mais baixos, medidas que aumentam a demanda por bens e serviços. O Banco Central tem indicado que uma desaceleração do ritmo de crescimento faz parte da estratégia para conter pressões inflacionárias.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na semana passada, o BC afirmou que o chamado “hiato do produto” segue positivo, o que significa que a economia permanece operando acima do seu potencial. O mercado financeiro projeta uma desaceleração para 2026, com crescimento estimado em cerca de 2,0% para o ano, ante 2,3% em 2025.

O resultado oficial do PIB no segundo semestre deste ano, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será divulgado em 1º de setembro.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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