A possibilidade de abertura do mercado brasileiro de etanol ao produto importado dos Estados Unidos provocou reação do setor canavieiro no Nordeste. A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) afirma que flexibilizar tarifas de importação pode comprometer a cadeia produtiva regional e causar um colapso econômico local.
Segundo Alexandre Andrade Lima, vice‑presidente da Feplana, a entrada de etanol de milho norte‑americano, produzido com custos inferiores, coloca em risco a viabilidade financeira de usinas e de produtores independentes no Nordeste. Ele destaca que a medida ameaça milhares de empregos ligados ao segmento sucroenergético.
Desafios da produção nordestina
O setor sucroenergético da região já enfrenta custos de produção elevados e concorrência com combustíveis fósseis. A federação sustenta que reduzir ou eliminar tarifas de importação agravaria essas dificuldades, fragilizando a sustentabilidade econômica das usinas e afetando trabalhadores rurais.
Além disso, a Feplana ressalta que políticas de subsídios nos Estados Unidos favorecem a produção de milho, o que, segundo a entidade, cria condições de concorrência desigual. Essa diferença nas políticas de incentivo é apontada como elemento a ser levado em conta em negociações que envolvam o comércio de biocombustível entre os dois países.
Impactos econômicos e sociais
A cadeia sucroenergética é apontada como essencial para a economia do Nordeste, gerando renda e ocupação em várias localidades. A federação pede que qualquer alteração nas regras de acesso ao mercado leve em consideração os efeitos sociais e econômicos da concorrência com etanol importado.
As discussões sobre a política comercial do etanol estão em andamento no governo federal e envolvem diferentes áreas da administração pública. Representantes do setor acompanham de perto as tratativas e defendem a manutenção de dispositivos que preservem um ambiente competitivo considerado justo para a produção nacional.
Fonte: Uberlandianofoco


