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quarta-feira, maio 13, 2026

Projeto na ALMG propõe teto de R$ 500 mil para shows financiados com verba pública em Minas

Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) propõe limitar a R$ 500 mil os gastos públicos com apresentações artísticas contratadas por prefeituras. O PL 5.656/26, assinado pelos deputados Antônio Carlos Arantes e Professor Cleiton, busca frear o aumento dos cachês e direcionar recursos municipais para serviços essenciais.

O que prevê o projeto

O texto impõe um teto de R$ 500 mil que deve abranger o cachê do artista, transporte, alimentação e a produção técnica do evento. Despesas com hospedagem podem ser acrescidas em até 10% sobre esse limite. Em ocasiões especiais, como Carnaval e Réveillon, o projeto permite a ampliação do teto para o dobro do valor inicialmente previsto.

Limite adicional e estímulo à cultura local

Além do valor fixo, a proposta estabelece que o gasto com eventos não poderá ultrapassar 1% da receita líquida do município, o que deve afetar principalmente cidades que realizam grandes exposições e rodeios. O texto também determina a reserva obrigatória de 5% do investimento para contratação de talentos locais, com o objetivo de valorizar artistas do próprio estado.

Motivações e apoio do setor

Professor Cleiton afirmou que a iniciativa pretende moralizar a gestão pública: “Criamos normas para que a utilização de recursos em festividades seja justa e transparente”. O setor de eventos demonstrou apoio à medida. O produtor João Wellington Esteves disse que o mercado enfrenta um desequilíbrio e que “o artista acaba levando quase todo o orçamento da festa, deixando pouco para a estrutura e segurança. O equilíbrio se perdeu”, além de relatar que alguns cachês chegaram a triplicar em apenas um ano.

Aspectos jurídicos e tramitação

Antônio Carlos Arantes criticou pagamentos elevados em municípios com problemas de infraestrutura: “É um escárnio pagar cifras altíssimas enquanto falta o básico para a população. Tudo precisa de limite”. O consultor jurídico da Associação Mineira de Municípios (AMM), Wederson Siqueira, advertiu que leis estaduais podem conflitar com a autonomia municipal prevista na legislação federal e sugeriu que a proposta avance em articulação com órgãos como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado.

O PL 5.656/26 segue em tramitação na ALMG e conta com o apoio de diversas bancadas, incluindo os deputados Mauro Tramonte, Bim da Ambulância e Ricardo Campos. A expectativa declarada pelos autores é que a medida reduza contratações dispendiosas e evite endividamento de pequenas prefeituras com contratações artísticas.

Fonte: Regionalzao

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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