20.9 C
Uberlândia
domingo, junho 28, 2026

Projeto no Distrito Federal usa o futebol para inclusão de pessoas trans e promoção da saúde mental

No Distrito Federal, um projeto de futebol voltado para pessoas trans tem reunido atletas trans masculinos e femininos em partidas realizadas em espaços públicos, com objetivo de promover prática esportiva, socialização e bem-estar psicológico.

O educador físico Loeh da Silva Araújo, 32 anos, é um dos participantes e destaca que a iniciativa proporciona mais que treino: oferece um ambiente seguro para troca de experiências. “Não nos sentimos mais solitários”, afirmou Loeh durante as atividades que também marcaram uma celebração do Dia do Orgulho LGBTQIA+ em Brasília.

Um espaço de pertencimento

Batizado de Instituto Menines Bons de Bola, o projeto soma 150 inscritos e realiza encontros às quintas-feiras e aos domingos. Para os organizadores, a visibilidade e a representação são fundamentais diante das hostilidades que parte da população trans enfrenta no cotidiano.

Ceu Otaviano, coordenador do núcleo trans do grupo ativista Estruturação, ressalta o papel do esporte na saúde mental: “O futebol ajuda na saúde mental de muitas pessoas”. Entre os inscritos, a lojista Mayura Kali, 24 anos, relata que, apesar da rotina de trabalho intensa, encontra no futebol um espaço de alívio e convivência. “No futebol, posso ter conversas que não tenho no trabalho”, disse Mayura.

Superando barreiras

O professor Loeh afirma que muitos participantes trazem memórias negativas de aulas de educação física na escola, quando quadras e vestiários eram ambientes hostis. “Precisamos escolher espaços que sejam de construção e proteção contra violências”, apontou ele. No projeto, regras internas proíbem piadas e apelidos não autorizados, com o objetivo de manter um clima acolhedor.

O evento do Dia do Orgulho LGBTQIA+ serviu como momento de celebração de conquistas e reforço da importância de políticas e práticas inclusivas. Entre os presentes, Daymon Luiz, 27 anos, participou da programação e compartilhou sua vivência como pai de uma menina de três anos: “Espero que, quando ela crescer, o mundo seja bem melhor”, afirmou, defendendo a necessidade de abordar diversidade desde cedo.

O projeto no Distrito Federal mostra como a prática esportiva pode funcionar como instrumento de acolhimento, fortalecimento de vínculos e combate ao isolamento social entre pessoas trans.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também