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quinta-feira, julho 30, 2026

Quedas entre idosos podem ser evitadas com adaptações domésticas e exercícios orientados

Quedas entre pessoas idosas podem ser reduzidas com mudanças simples no domicílio e com a prática regular de exercícios físicos orientados, segundo especialistas. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), usadas pelo Ministério da Saúde, indicam que cerca de 28% dos idosos têm ao menos uma queda por ano; entre quem tem 80 anos ou mais, a proporção chega a 40%.

Para a fisioterapeuta, mestre e professora da Una — instituição integrante da Ânima Educação — Bruna Oliveira, o risco de queda resulta de múltiplos fatores, envolvendo tanto condições de saúde e físicas quanto perigos presentes no ambiente. Ela aponta o banheiro como um dos locais que demandam maior atenção e recomenda a instalação de pisos ou tapetes antiderrapantes e de barras de apoio próximas ao vaso sanitário e ao box do chuveiro para reduzir escorregões.

Outras intervenções simples também elevam a segurança domiciliar: corrimãos em escadas, rampas de acesso, iluminação adequada e a retirada de tapetes soltos são medidas frequentemente indicadas. Armários posicionados muito altos ou muito baixos também representam risco, pois podem levar a mobilidade forçada, como subir em bancos ou flexionar o corpo excessivamente para alcançar objetos.

Na pesquisa de mestrado realizada no município de Bom Despacho, Bruna avaliou 203 domicílios de pessoas idosas e identificou problemas ambientais que contribuem para o aumento do risco de acidentes domésticos. Entre as falhas constatadas estavam ausência de barras de apoio próximas ao chuveiro, falta de corrimãos nas entradas, iluminação inadequada, presença de tapetes, desorganização dos espaços e armários instalados em alturas pouco acessíveis.

Além das adaptações no lar, a prática de exercícios é destacada como componente essencial na prevenção de quedas. Programas de treino costumam contemplar fortalecimento dos membros inferiores, alongamentos, atividades de equilíbrio, treino de marcha e exercícios funcionais que reproduzem movimentos cotidianos, como sentar e levantar, subir escadas e caminhar sobre diferentes superfícies.

O treinamento de equilíbrio é citado como fundamental para permitir que, diante de um desequilíbrio, a pessoa consiga recuperar a postura e evitar a queda. O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) também aponta que exercícios focados no equilíbrio e na aptidão física reduzem o risco de quedas. Bruna ressalta, porém, que essas atividades devem ser conduzidas por um profissional, já que a execução incorreta pode provocar lesões.

A manutenção da independência funcional é associada a mais segurança e melhor qualidade de vida: idosos mais independentes demonstram maior capacidade para cuidar de si, tomar decisões e realizar atividades diárias como higiene pessoal e alimentação.

Na Una, o tema integra a disciplina de Geriatria e Gerontologia do curso de Fisioterapia, onde estudantes aprendem a avaliar, prevenir e reabilitar pessoas idosas por meio de práticas clínicas supervisionadas, metodologias ativas, projetos de extensão e estágios em clínica-escola, unidades básicas de saúde e ambiente hospitalar, com objetivo de formar profissionais para um envelhecimento mais seguro, ativo e independente.

Fonte: Revistasoberana

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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