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quarta-feira, setembro 23, 2026

Renan Santos diz na Record que EUA podem interferir nas eleições, defende exploração das terras raras e limitações ao STF

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) participou, na terça-feira (22), da série de sabatinas do Jornal da Record. Na entrevista, ele abordou temas como suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, a exploração das chamadas terras raras e a necessidade de reduzir a atribuição do Supremo Tribunal Federal (STF) em processos envolvendo políticos.

Polarização e mobilização

Ao abrir a sabatina, Renan afirmou que “temos que ter esperança em uma eleição tão confusa como essa” e destacou sua caravana de ônibus como principal ação de campanha para ouvir eleitores pelo país. Defendeu a interlocução com jovens, dizendo ser o candidato com maior identificação entre esse eleitorado, e apostou que o convencimento da juventude pode levá-lo ao segundo turno.

Sobre a polarização, criticou a ideia de que eleitores devem escolher entre “o bandido de esquerda ou o bandido de direita” e disse que o voto não deve ser justificado por admiração por atos pessoais de políticos envolvidos em escândalos. Negou experiência prévia em administração pública como sinal de ausência de envolvimento em casos de corrupção.

Renan anunciou ainda a intenção de encerrar o programa social Pé-de-Meia, voltado à permanência de estudantes de baixa renda no ensino médio, e de substituir o benefício por incentivos direcionados a estudantes que apresentem alto desempenho escolar.

Risco de interferência dos EUA

O candidato afirmou ver risco de intervenção americana nas eleições brasileiras e disse já ter denunciado publicamente tais ações. Citou declarações do então presidente Donald Trump relativas ao controle do Canal do Panamá como exemplo de ambição externa e afirmou que há interesses dos EUA sobre o Brasil.

Renan também reagiu a episódios em que autoridades dos EUA teriam acusado o agronegócio brasileiro de práticas como trabalho escravo e desmatamento. Defendeu que o setor agropecuário nacional é certificado e competitivo e afirmou que essas críticas visariam prejudicar o acesso brasileiro a mercados internacionais.

Sobre a iniciativa do governo Trump de classificar organizações criminosas latino-americanas como terroristas, disse ser favorável à articulação entre países para combater o crime, mas contrário à interferência estrangeira em solo nacional e afirmou querer “a honra de destruir o crime organizado no Brasil”.

Terras raras e industrialização

Renan apontou interesse dos Estados Unidos nas terras raras brasileiras e relatou que, segundo ele, negociações teriam condicionado o acesso a esses minerais a empresas americanas antes mesmo de o Brasil licitar ou explorar de forma independente. Defendeu que esses recursos sejam usados como vetor de industrialização, por meio de parcerias internacionais e multilateralismo, e que produtos derivados sejam fabricados no país.

Argumentou que o aproveitamento das terras raras exige desenvolvimento tecnológico conjunto e que, se o Brasil não souber negociar, pode perder o controle sobre esses recursos estratégicos.

Limitações ao STF

Renan propôs retirar do STF a atribuição de julgar processos contra detentores de cargos políticos e limitar a atuação da Corte a questões constitucionais abstratas, semelhante ao modelo de cortes constitucionais europeias. Sugeriu, ainda, proibir ministros do STF de manter escritórios de advocacia vinculados a familiares e estabelecer mandato máximo de oito anos para magistrados.





O candidato classificou o Judiciário como “destruído” e afirmou que a Suprema Corte perdeu autoridade para debater temas centrais. Citou decisões do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, relativas a pedidos de impeachment contra ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, e mencionou a possibilidade de pedidos também contra Kassio Nunes. Renan afirmou que, com um procurador-geral da República independente e uma Polícia Federal autônoma, seria possível responsabilizar envolvidos em escândalos.

Contexto das sabatinas

Renan Santos foi o último presidenciável a participar da série de entrevistas do Jornal da Record, que começou no dia 15 com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na sequência, foram sabatinados Romeu Zema (Novo) em 16, Ronaldo Caiado (PSD) em 17 e Augusto Cury (Avante) em 19. Flávio Bolsonaro (PL) estava previsto para 18, mas optou por não comparecer.

Fonte: Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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