Renault apresentou o Kwid 2027 com mudanças estéticas e ajustes no interior, mantendo o foco no segmento de entrada. O modelo chega ao mercado brasileiro com três opções de acabamento e preços a partir de R$ 82.790 na versão Evolution, subindo para R$ 85.890 na Techno e chegando a R$ 91.190 na Outsider.
Visual e exterior
O Kwid recebeu para-choque dianteiro redesenhado, nova grade com acabamento preto brilhante em todas as versões e o novo logotipo da marca. As lanternas traseiras mudaram o desenho, a tampa ganhou a nova identificação da Renault e a inscrição “Kwid” com tipografia atualizada. Em versões com câmera de ré, o equipamento fica integrado ao novo emblema.
Todas as configurações trazem rodas de 14 polegadas e antena tipo barbatana de tubarão. As luzes diurnas em LED são de série a partir da versão Evolution. A versão Outsider possui grafismos laterais, acabamento diferenciado no para-choque inferior, rodas de liga leve com pintura preta brilhante e superfície diamantada, além da opção de teto bicolor e barras de teto com nova decoração.
Interior e equipamentos
Na cabine, a principal novidade é o painel de instrumentos digital de 7 polegadas disponível desde a versão de entrada, com animação de boas-vindas. Quando combinada à central multimídia, as telas criam um conjunto com aparência flutuante sobre o painel. A central Media Evolution de 10,1 polegadas está presente nas versões Techno e Outsider e permite Apple CarPlay e Android Auto sem fio, além de conexão por Bluetooth.
Os acabamentos variam conforme a versão, os bancos receberam novos revestimentos e o volante passou a trazer o novo emblema. Em segurança, todas as versões do Kwid trazem quatro airbags (dois frontais e dois laterais), controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampa, monitoramento de pressão dos pneus e alerta de cinto para todos os ocupantes.
Motorização e consumo
O modelo mantém o motor 1.0 de três cilindros com bloco de alumínio, que entrega 71 cv com etanol e 68 cv com gasolina. O torque é de 10,0 kgfm com etanol e 9,4 kgfm com gasolina. Dados do Inmetro apontam consumo médio na cidade de 14,4 km/l com gasolina e 10,4 km/l com etanol; na estrada, 15,4 km/l com gasolina e 10,7 km/l com etanol.
Comportamento e proposta
Projetado originalmente para o mercado indiano e adaptado ao Brasil em 2017, o Kwid aposta em economia, baixo custo e praticidade urbana. A Renault trabalhou no acerto da suspensão e na organização dos comandos para transmitir sensação de modernidade, embora as proporções compactas e a leveza ao volante mantenham o carro claramente posicionado dentro da categoria de entrada.
Concorrência entre zero km e seminovos
Com a queda nos preços dos seminovos e o avanço de marcas chinesas, o Kwid passa a enfrentar forte concorrência fora das concessionárias. O g1 comparou o modelo a três opções de seminovos na faixa de R$ 82 mil a R$ 91 mil:
- Hyundai HB20 Limited 1.0 manual (2026/2027) – R$ 89.000: 4,02 m de comprimento, entre-eixos de 2,53 m (10,7 cm a mais que o Kwid), porta-malas de 300 litros (10 litros a mais que o Renault). Motor 1.0 aspirado com 80 cv (etanol) e 75 cv (gasolina) e torque de 10,2 kgfm (etanol) e 9,6 kgfm (gasolina). Versão Limited traz ar-condicionado, direção elétrica, central multimídia de 8″, câmera de ré e seis airbags, entre outros itens.
- Volkswagen Polo Track 1.0 manual (2026/2027) – R$ 90.000: entre-eixos de 2,57 m (14,3 cm a mais que o Kwid) e porta-malas de 300 litros. Motor 1.0 MPI com 84 cv (etanol) e 77 cv (gasolina), torque de 10,3 kgfm (etanol) e 9,6 kgfm (gasolina). Equipado com ar-condicionado, direção elétrica, quatro airbags e controles de estabilidade e tração.
- Chevrolet Onix Plus 1.0 manual (2026/2027) – R$ 89.900: sedã de 4,48 m, entre-eixos de 2,60 m (17,7 cm a mais que o Kwid) e porta-malas de 500 litros. Na versão 1.0 manual inclui ar-condicionado, direção elétrica, central MyLink de 8″, câmera de ré e seis airbags.
A Renault oferece para o Kwid 2027 quatro kits de acessórios — Play, Smart, Secure e Pet — com diferentes combinações de barras de teto, frisos, soleiras, bandeja de porta-malas, alarme, itens para transporte de animais e outros complementos.
O Kwid segue atendendo dois públicos principais: frotistas e consumidores que buscam um carro novo e acessível. A fabricante aposta que há espaço para o modelo enquanto o mercado brasileiro crescer, mas o confronto com seminovos e a concorrência intensa são desafios para sua estratégia.


