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sábado, junho 20, 2026

Samsung e sindicato retomam negociações para tentar evitar greve histórica

Samsung Electronics e o sindicato dos trabalhadores na Coreia do Sul concordaram em retomar as negociações nesta terça-feira (19) com o objetivo de impedir a maior greve da história da companhia, prevista para começar na quinta-feira (21) e durar 18 dias.

As conversas desta segunda-feira ocorreram após a primeira rodada de mediação promovida pelo governo, realizada na semana passada, não ter alcançado acordo sobre salários e pagamentos adicionais. Representantes sindicais disseram que as negociações continuarão na terça e que a entidade está “comprometida com negociações de boa fé”. Park Su-keun, presidente da Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, também confirmou a retomada das conversas, observando que as partes permaneceram distantes de um acordo nesta segunda.

O impasse ocorre num momento de escassez global de chips de memória. A Samsung é a maior fabricante mundial desse tipo de chip e responde por quase um quarto das exportações da Coreia do Sul, o que alimenta a preocupação de autoridades sobre impactos na economia e nas cadeias globais de suprimentos caso a paralisação ocorra.

O sindicato exige que a empresa elimine o teto para bônus, atualmente equivalente a 50% do salário anual, e que 15% do lucro operacional anual seja destinado a um programa de participação nos resultados para trabalhadores. A Samsung propôs reservar entre 9% e 10% do lucro operacional para bônus, percentual que, segundo os sindicalistas, deverá ser superior a 200 trilhões de wons neste ano. A empresa, porém, pretende manter o limite de 50% para pagamentos adicionais.

Para aumentar a pressão sobre o movimento grevista, um tribunal sul-coreano aceitou parcialmente pedido da Samsung por uma liminar contra ações consideradas ilegais durante a greve. Com a decisão, milhares de funcionários poderão ser obrigados a trabalhar em caso de paralisação para evitar danos a materiais e instalações de produção. Cerca de 47 mil trabalhadores declararam intenção de aderir à greve.

O tribunal determinou ainda que os dois principais sindicatos podem ser multados em 100 milhões de wons (US$ 72 mil) por dia em caso de descumprimento da ordem, enquanto líderes sindicais podem ser penalizados em 10 milhões de wons por dia. Em nota, o sindicato afirmou que a decisão judicial não impede a realização da greve caso as negociações terminem sem acordo. A Samsung Electronics não comentou o caso.

Autoridades sul-coreanas vêm alertando que uma paralisação representa risco relevante ao crescimento econômico, às exportações e aos mercados financeiros. O presidente Lee Jae Myung, considerado próximo aos sindicatos, publicou na rede social X que os direitos da administração das empresas devem ser respeitados tanto quanto os direitos dos trabalhadores.

Foto: loja da Samsung em Seul, Coreia do Sul (Reuters/Kim Hong-Ji)

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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