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terça-feira, outubro 6, 2026

Setores que mais subiram na Bolsa após o 1º turno reagiram a queda das expectativas de juros

São Paulo, 6 de outubro de 2026 — No primeiro pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais, o Ibovespa registrou alta de 7,7% e superou pela primeira vez a marca dos 200 mil pontos, enquanto o dólar recuou mais de 4%, retornando ao patamar de cerca de R$ 5. A forte reação do mercado ocorreu após Flávio Bolsonaro (PL) ter encerrado a primeira etapa da disputa à frente de Lula (PT), com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%.

Por que os setores subiram

As maiores valorizações concentraram-se em empresas sensíveis ao custo do dinheiro. Varejo, bancos, locadoras, construção civil e companhias com maior nível de endividamento tendem a responder com intensidade quando as expectativas sobre juros caem, pois juros menores barateiam financiamentos e elevam o valor presente dos lucros projetados.

Principais altas

Entre os destaques do pregão estiveram Magazine Luiza, Cosan, B3, BTG Pactual e Vamos, todas com apreciação superior a 20%. O Magazine Luiza foi a ação com maior alta, subindo 24,18%, e outras varejistas como C&A Modas, Assaí e Lojas Renner também registraram ganhos expressivos. No segmento financeiro, B3 e BTG Pactual avançaram 22,63% e 22,52%, respectivamente, enquanto as ações preferenciais do Bradesco subiram 13,57%.

No grupo de locadoras, Vamos e Localiza tiveram elevações de 21,31% e 20,68%. A necessidade contínua de renovação de frotas faz com que essas empresas se beneficiem de redução do custo do crédito. Na construção, a incorporadora Cyrela valorizou 18,40% diante da perspectiva de financiamento imobiliário mais acessível.

Setor de energia e Petrobras

Cosan avançou 23,79%, enquanto Energisa e Equatorial tiveram altas de 13,96% e 13,72%, respectivamente. As diferenças entre essas companhias explicam variações na intensidade das reações, mas a estrutura de endividamento e a necessidade de capital foram citadas como fatores que ampliam o impacto de uma queda de juros.

As ações da Petrobras também subiram mesmo com a queda do preço do petróleo no mercado internacional. Analistas apontaram que parte da valorização pode refletir menor percepção de risco político sobre a estatal e expectativas de maior alinhamento da gestão em cenário de mudança política. Além disso, a valorização do real tende a afetar exportadoras ao reduzir em reais as receitas recebidas em moeda estrangeira, um efeito observado fora da Petrobras.

Perspectivas

Especialistas ouvidos destacam que a alta reflete, sobretudo, mudança nas expectativas dos investidores sobre trajetória fiscal, juros e ambiente para investimento privado, e não necessariamente uma melhora imediata dos resultados operacionais das empresas. A continuidade dos ganhos dependerá de fatores futuros, como o resultado do segundo turno, a composição da equipe econômica e sinais sobre as contas públicas; caso essas expectativas se revertam, parte das valorizações pode ser devolvida.

Em campo intradiário, o relatório apontou que, por volta das 11h44 do dia 6, Azzas, Fleury, Cogna, Totvs e Yduqs figuravam entre as maiores altas — a Azzas liderava com 5,05%, cotada a R$ 23,29 — enquanto o dólar operava a R$ 4,9744 (-0,53%) e o Ibovespa marcava 205.355 pontos, recuando 0,75% naquele momento.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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