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sexta-feira, março 6, 2026

Sindicatos argentinos decretam greve geral de 24 horas contra reforma trabalhista de Milei

Confederação Geral do Trabalho (CGT) anunciou nesta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, uma greve geral de 24 horas em resposta ao projeto de reforma trabalhista apresentado pelo presidente Javier Milei.

Segundo a central sindical, a paralisação será deflagrada no momento em que a Câmara dos Deputados iniciar o debate sobre a proposta, cuja análise está prevista para ocorrer antes do fim de fevereiro. A CGT informou que a mobilização não envolverá atos nas ruas nem manifestações públicas; trata-se exclusivamente da suspensão das atividades por um dia.

A convocação intensifica a disputa entre o governo e as organizações sindicais, que detêm peso político significativo no país.

Trâmite da proposta e contexto

A reforma laboral foi aprovada pelo Senado na madrugada de 12 de fevereiro de 2026, por 42 votos favoráveis e 30 contrários, e encaminhada à Câmara dos Deputados. O Executivo espera que a votação em plenário ocorra em 25 de fevereiro e que o texto seja sancionado até 1º de março, data em que o presidente Milei deve abrir o período de sessões ordinárias do Congresso.

O texto pode ser modificado durante a tramitação na Câmara, mas já é apontado como uma das maiores alterações na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar normas que, em sua maioria, remontam à década de 1970.

A votação e o processo em torno da reforma foram marcados por forte tensão política e social. No dia 11 de fevereiro de 2026, manifestantes contrários à proposta entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires. Sindicatos e partidos de oposição afirmam que as mudanças enfraquecem direitos trabalhistas historicamente garantidos.

Especialistas consultados pelo G1 descrevem a reforma como ampla, composta por dezenas de artigos, e parte de um pacote mais amplo de medidas destinadas à estabilização macroeconômica e ao incentivo ao emprego e aos investimentos na Argentina.

A greve anunciada pela CGT será uma das primeiras respostas organizadas dos trabalhadores ao projeto durante sua fase de votação na Câmara.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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