O mercado brasileiro de soja registrou valorização no começo de julho, apoiado pela recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Chicago (CBOT), prêmios de exportação firmes e maior atividade de compradores e vendedores. A combinação desses fatores acelerou o ritmo de comercialização da oleaginosa no país.
Mesmo com a desvalorização do dólar frente ao real, o fortalecimento do mercado internacional manteve suporte às cotações internas e estimulou novas negociações entre produtores, tradings e indústrias, movimento considerado relevante para a cadeia produtiva da soja no Brasil.
Chicago puxa alta das cotações brasileiras
A alta em Chicago foi determinante para o ajuste dos preços domésticos. Entre o início da semana e a manhã de sexta-feira, os contratos futuros com vencimento em novembro avançaram cerca de 3%, passando de US$ 11,47 3/4 por bushel para US$ 11,81 3/4 por bushel.
O reflexo desse movimento internacional foi percebido em centros de comercialização no país. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 131,50 para R$ 135,00. Em Cascavel (PR), o preço avançou de R$ 126,50 para R$ 130,00.
Clima nos EUA e demanda chinesa sustentam recuperação
A retomada dos contratos em Chicago teve início por preocupações com o clima no cinturão produtor dos Estados Unidos, com previsões de onda de calor que poderiam afetar o desenvolvimento das lavouras. Posteriormente, mesmo com a redução desses temores, a procura chinesa pela soja norte-americana manteve o suporte aos preços.
Compras confirmadas da China, impulsionadas por um acordo comercial entre Washington e Pequim, reforçaram a expectativa de fluxo comercial mais intenso, contribuindo para a sustentação dos valores internacionais.
Com o ambiente de preços mais favorável, produtores brasileiros passaram a aproveitar oportunidades para avançar nas vendas. A conjugação de um Chicago valorizado, prêmios de exportação consistentes e demanda externa crescente criou condições propícias para negócios no início de julho.
Os desdobramentos nas próximas semanas dependerão, em parte, da volatilidade cambial, que pode atenuar parte dos ganhos. Ainda assim, a manutenção das cotações internacionais é apontada como fator central para o ritmo da comercialização da soja no Brasil nos próximos dias.
Fonte: Uberlandianofoco


