O sorgo avança como opção relevante no agronegócio brasileiro, com projeção de produção de 7,56 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão ocorre em meio a desafios climáticos e à irregularidade das chuvas, cenário em que a cultura tem se destacado por sua resistência à seca.
Área cultivada e estimativa de produção
A Conab estima que a área plantada com sorgo alcance 2,05 milhões de hectares no ciclo 2025/26, o que representa aumento de 25,8% em relação à temporada anterior. A previsão de produção de 7,56 milhões de toneladas corresponde a crescimento de 23,8% na comparação com o ciclo anterior, conforme os números divulgados pela companhia.
Resistência à seca e previsibilidade para produtores
A tolerância do sorgo à escassez hídrica é apontada como fator determinante para sua expansão, sobretudo em regiões que enfrentam irregularidade das precipitações. Essa característica reduz a exposição dos cultivos ao risco climático e contribui para uma maior previsibilidade da produção.
Rafael Toscano, gerente técnico comercial da ORÍGEO, afirma que a capacidade do sorgo de se ajustar a diferentes ambientes produtivos diminui riscos e oferece mais previsibilidade ao produtor rural. Segundo Toscano, essa estabilidade passa a ser um elemento-chave diante das dificuldades crescentes no setor agrícola.
Versatilidade e usos na cadeia agroindustrial
Além da resistência ao clima, o sorgo se destaca pela versatilidade de uso. O grão é empregado na alimentação animal, na produção de silagem e também pode ser utilizado na fabricação de etanol. Essa diversidade amplia as possibilidades de comercialização e integra a cultura a diferentes segmentos da cadeia produtiva.
Com o aumento esperado na área plantada e na produção, o sorgo surge como alternativa para fortalecer a segurança produtiva, diversificar a renda dos agricultores e ampliar a oferta de matéria-prima para múltiplas cadeias do agronegócio brasileiro.
Fonte: Uberlandianofoco


