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sábado, junho 6, 2026

S&P rebaixa novamente a nota de crédito do BRB e cita “crescente incerteza” sobre capital

A agência S&P Global reavaliou para baixo a classificação de risco do Banco de Brasília (BRB). A nota do banco foi reduzida de brB- para brCCC+/brC, em um segundo corte ocorrido em menos de três meses — o nível anterior havia sido fixado em março.

No comunicado ao mercado, a S&P apontou “crescente incerteza” e mencionou “riscos de execução associados ao plano de capitalização” do BRB. A avaliação de rating considera a capacidade da instituição de cumprir suas obrigações financeiras.

Segundo os critérios da própria S&P, a categoria brCCC indica que o emissor está “vulnerável ao não pagamento em relação a outras obrigações nacionais” e que sua capacidade de honrar compromissos depende de condições de negócios e financeiras favoráveis. O manual da agência alerta que, em ambiente adverso, o emissor provavelmente não teria capacidade de cumprir as obrigações relacionadas à nota.

O patrimônio do BRB sofreu impacto nos últimos três anos por operações malsucedidas envolvendo o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro, entre elas uma tentativa de aquisição que foi barrada pelo Banco Central. Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero, que resultou na prisão e no afastamento de dirigentes de ambas as instituições. Posteriormente, o Banco Master e bancos do mesmo conglomerado foram liquidados pelo Banco Central.

Enquanto isso, o BRB — cujo acionista majoritário é o governo do Distrito Federal — acumulou atraso na divulgação de balanços e vem buscando captação de recursos no mercado para recompor o seu patrimônio. Em abril, a agência Moody’s também reduziu a nota do banco, mencionando risco de default.

O governo do Distrito Federal busca costurar um acordo com a União, com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e com bancos privados para obter um empréstimo de R$ 6,5 bilhões, destinado a reforçar o patrimônio do BRB e restabelecer o colchão de segurança exigido pelas regras prudenciais do sistema bancário brasileiro. A oposição no DF estimou que o custo do empréstimo poderia superar R$ 1 bilhão por ano apenas em juros.

Oficialmente, o BRB não reconheceu descumprimento das regras prudenciais. A instituição vem adiando a divulgação dos balanços trimestrais e semestrais há quase um ano. A direção do banco informou que pretende publicar, simultaneamente, os números da crise e o plano de solução e que pretende divulgar o balanço de 2025 até 30 de junho.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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