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sexta-feira, junho 12, 2026

SpaceX estreia na Nasdaq e B3 passa a negociar BDRs da empresa; saiba como investir

TRANSMISSÃO: Space

SpaceX faz IPO recorde e B3 lança BDRs para investidores brasileiros

A SpaceX, empresa de foguetes, satélites e inteligência artificial controlada por Elon Musk, estreou na Nasdaq nesta sexta-feira (12). A oferta pública inicial (IPO) da companhia, avaliada em cerca de US$ 1,75 trilhão (aproximadamente R$ 9 trilhões), é a maior da história.

Em razão da forte demanda pelos papéis, bolsas em diferentes países passaram a oferecer instrumentos financeiros atrelados às ações da SpaceX. No Brasil, a B3 disponibilizou, também na sexta-feira, o Brazilian Depositary Receipt (BDR) da empresa, um certificado negociado em reais que representa ações estrangeiras e permite acesso ao ativo sem a necessidade de conta fora do país ou remessa de moeda.

O BDR da SpaceX será negociado na B3 sob o código SPCX34. A B3 informou que o preço inicial estimado por ação no IPO foi de US$ 135 (cerca de R$ 694,95) e que a paridade definida para o BDR é de 1 para 15, ou seja, cada ação no exterior corresponderá a 15 BDRs no mercado brasileiro. Com essa estrutura, o acesso ao ativo na B3 deve ficar na faixa entre R$ 50 e R$ 70 por BDR, conforme divulgado.

BDR versus ação: enquanto a ação representa uma fração do capital social de uma companhia — com potencial direito a voto em assembleias, dependendo da classe de papel —, o BDR funciona como um certificado emitido por uma instituição financeira que adquire as ações no exterior e comercializa o recibo no Brasil. O preço dos BDRs sofre influência tanto da variação das ações no mercado internacional quanto das oscilações do câmbio e da volatilidade externa.

A B3 alertou que movimentos de preço podem ser mais pronunciados em empresas de tecnologia e de alto crescimento, como a SpaceX.

Como investir em BDRs, ETFs e fundos

Para comprar BDRs na B3, o investidor deve acessar a conta na corretora ou no banco, entrar na plataforma de negociação (home broker), localizar o ticker (no caso de BDRs, geralmente com o número “34” ao final), selecionar a quantidade desejada, escolher entre ordem a mercado ou limitada e enviar a ordem para execução em reais.

Outra alternativa para exposição a empresas americanas são os ETFs negociados na bolsa brasileira, que replicam índices como o S&P 500. O procedimento é semelhante: entrar no home broker, buscar o código do ETF (no Brasil, esses códigos costumam terminar em “11”), definir a quantidade e o tipo de ordem e confirmar a compra.

Também é possível investir por meio de fundos de investimento que incluam ações internacionais em suas carteiras. Nesse caso, o investidor acessa a área de fundos na corretora ou no banco, escolhe um fundo que aplique no exterior, define o valor ou número de cotas e confirma a aplicação. Esses fundos podem cobrar taxas de administração e de performance.

Todos os instrumentos citados envolvem risco, pois estão vinculados a ativos de renda variável e à variação cambial, além de dependerem da composição específica de ETFs e fundos para incluir empresas como a SpaceX.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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