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sexta-feira, setembro 25, 2026

SpaceX registra queda nas ações um mês após estreia histórica em bolsa

Quem e o que: A SpaceX, empresa de Elon Musk, viu seus papéis oscilar entre euforia e queda nas quatro semanas seguintes à abertura de capital nos EUA, quando as ações foram liberadas para compra por investidores individuais em 12 de junho.

Quando e como: Na data da estreia, a companhia havia estipulado o preço inicial em US$ 135 por ação. No primeiro dia, contudo, os papéis chegaram a ser negociados a US$ 150 logo no início da sessão, alcançaram US$ 176 durante o pregão e encerraram em US$ 160,95. Na semana seguinte, a cotação subiu ainda mais, registrando máxima intradiária de US$ 225, o que temporariamente colocou a empresa acima da Amazon e da Microsoft em valor de mercado.

O entusiasmo inicial foi atribuído, na avaliação de analistas e investidores, tanto à associação com Elon Musk quanto à percepção de que a SpaceX pode se beneficiar do crescimento ligado à inteligência artificial. A empresa adquiriu no início do ano a startup xAI — agora chamada SpaceXAI — responsável pelo chatbot Grok, e passou a oferecer parte de sua capacidade de data center a outras companhias de tecnologia.

Negócio principal e impacto das notícias sobre receita: Apesar dessas iniciativas, o core da SpaceX continua sendo a fabricação e o lançamento de foguetes e a operação da rede de satélites de internet Starlink. Quando a Starlink anunciou redução de preços na região de Memphis, Tennessee, em meio a controvérsia local sobre um grande projeto de data center, as ações da SpaceX recuaram 8% naquele mesmo dia.

Com a divulgação gradual de como a empresa gera receita, o preço das ações passou por quedas. Em 7 de julho, ao ser incluída no índice Nasdaq100, as ações caíram 4,4%, contra uma baixa de 1,7% do índice no dia. Uma inclusão anterior no FTSE Russell havia dado leve impulso ao papel.

Ao fim do primeiro mês de negociação, as ações estavam sendo negociadas em torno de US$ 145, cerca de 18% abaixo da máxima do primeiro dia e 35% inferior ao pico alcançado. Isso colocou investidores de varejo que compraram nos dias iniciais em posição de prejuízo.

Perspectivas e avaliações: Analistas divergem sobre o futuro: enquanto um especialista projeta queda adicional para cerca de US$ 115, o que avaliaria a empresa em aproximadamente US$ 1,5 trilhão, outro grupo aponta que quem participou do IPO no preço de listagem (US$ 135) ou tinha ações antes da abertura permanece em situação favorável. O banco Morgan Stanley manteve visão otimista e fixou preço‑alvo de US$ 300 por ação, 33% acima da máxima observada até então.

Atualmente, a SpaceX reportou prejuízo e declarou receita de US$ 18 bilhões no ano anterior nos documentos exigidos para o IPO — um número muito abaixo da meta anunciada por Musk de US$ 1 trilhão anuais até 2030. Após a abertura de capital, a empresa anunciou também a compra da startup Cursor em negócio avaliado em US$ 60 bilhões, aproveitando-se da alta momentânea das ações.

Próximos marcos: Há expectativa pelo primeiro balanço público da companhia, previsto por analistas para o início de agosto. Esse resultado deverá coincidir com o fim do período de “bloqueio” (lock‑up), quando funcionários poderão vender ações recebidas como parte da remuneração, o que pode aumentar a oferta de papéis no mercado e gerar novas oscilações no preço.

Usamos inteligência artificial para traduzir a reportagem originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação.

Fonte: G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo Portal em Destaque, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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