A Stellantis informou nesta segunda-feira (13) ter entregue quase 1,6 milhão de veículos no segundo trimestre de 2026, o que representa um aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2025. A companhia atribuiu a elevação principalmente ao desempenho forte na América do Norte, seu principal mercado.
A recuperação das vendas faz parte do plano de reestruturação conduzido pelo presidente-executivo Antonio Filosa. A montadora vinha perdendo participação em mercados estratégicos nos últimos anos, em meio à alta dos preços dos carros, maior foco em modelos elétricos, problemas de qualidade e a concorrência de fabricantes chineses.
Em maio, Filosa apresentou um plano de negócios no valor de 60 bilhões de euros até 2030, que prevê o lançamento de novos modelos, reorganização do portfólio de marcas e ampliação de parcerias nas áreas de tecnologia e manufatura.
Na América do Norte, as entregas subiram 38% no segundo trimestre, totalizando 445 mil unidades. A empresa atribuiu o avanço ao lançamento e à renovação de produtos, como a picape Ram 1500 com motor V8 e sua versão de alto desempenho TRX SRT, além dos utilitários Jeep Grand Wagoneer, Grand Cherokee, e da minivan Chrysler Pacifica. A Stellantis também disse que o resultado refletiu preparativos para uma paralisação programada da produção durante o verão no hemisfério norte.
Na Europa ampliada, as entregas aumentaram 5%, para 762 mil veículos, acompanhando a expansão do mercado na região. Esse volume inclui cerca de 33 mil unidades da fabricante chinesa Leapmotor, que são distribuídas e comercializadas pela Stellantis. A demanda europeia foi puxada por modelos de entrada, como Citroën C3 e C3 Aircross, Opel Frontera e Fiat Panda.
Os ganhos na América do Norte e na Europa foram parcialmente compensados por quedas em outras regiões. As entregas no Oriente Médio e na África recuaram, afetadas pelo conflito na região, e na América do Sul houve retração influenciada pela diminuição do mercado argentino, o que pressionou os resultados globais.
O balanço trimestral divulgado pela Stellantis destaca, portanto, uma recuperação inter-regional das vendas, com desempenho dispar entre mercados que reflete tanto lançamentos de produtos quanto fatores macroeconômicos e geopolíticos.


