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sexta-feira, março 6, 2026

Surfe terá apenas dez vagas via WSL para as Olimpíadas de Los Angeles 2028

A Associação Internacional de Surfe (ISA, na sigla em inglês) divulgou nesta sexta-feira (20) a distribuição das vagas que estarão em disputa para a modalidade nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. A mudança principal é a redução do peso do circuito da Liga Mundial de Surfe (WSL) na qualificação, segundo o comunicado da entidade.

No sistema utilizado em Tóquio (2021) e Paris (2024), o ranking da WSL classificou oito mulheres e dez homens. Para Los Angeles, o circuito de elite terá apenas dez vagas no total: cinco no masculino e cinco no feminino, com limite de um atleta por país. A lista definitiva pelo critério da WSL será fechada em meados de junho de 2028, aproximadamente um mês antes da abertura dos Jogos.

O novo formato altera a projeção de atletas que teriam chegado à Olimpíada pelo circuito. No ano passado, o top-5 do circuito masculino incluiu dois brasileiros: o paranaense Yago Dora, campeão do circuito, e o potiguar Ítalo Ferreira, quarto colocado. Com a mudança, apenas Yago Dora estaria classificado para Los Angeles via WSL, porque o limite por país agora é de um atleta por gênero nessa via de classificação.

Ao mesmo tempo em que reduz a influência da WSL, a ISA ampliou a participação por meio de seus próprios eventos. Os Jogos Mundiais de Surfe (ISA Surfing Games) de 2028 destinarão dez vagas por gênero à Olimpíada, também limitadas a uma por nação. Além disso, as nações com melhor desempenho nas edições de 2026 e 2027 do torneio receberão vagas adicionais.

Nas regras aplicadas em Paris, os Jogos Mundiais do ano olímpico ofereceram sete vagas por gênero — seis individuais e uma destinada ao país de melhor resultado no evento. O Brasil foi beneficiado por essa vaga extra nas duas chaves e acabou sendo a nação com mais representantes naquela edição dos Jogos, com seis atletas: três no masculino e três no feminino.

Além das vias da WSL, dos Jogos Mundiais e das vagas universais (uma reservada ao país-sede e outra a uma nação em desenvolvimento na modalidade), os surfistas podem assegurar vaga por meio de competições continentais. Para o Brasil, essa via inclui os Jogos Pan-Americanos de 2027, em Lima, no Peru, cujo campeão garante classificação olímpica.

O Brasil soma três pódios olímpicos no surfe, mais do que qualquer outro país. Em Tóquio 2021, Ítalo Ferreira conquistou o ouro. Em Paris 2024, Gabriel Medina obteve o bronze no masculino e Tatiana Weston-Webb foi prata no feminino.

Com informações de Agência Brasil

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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