Um ano após o início das medidas tarifárias dos Estados Unidos, as exportações brasileiras para aquele mercado passaram por alteração significativa no perfil dos produtos e na distribuição entre estados.
As tarifas impostas pelos EUA começaram a valer em 6 de agosto do ano passado. Para avaliar os efeitos dessas medidas, o g1 consultou dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e comparou as vendas brasileiras ao país norte-americano no primeiro semestre de 2025 com as do primeiro semestre de 2026, período em que parte das tarifas já estava em vigor.
A análise mostra que houve mudança na composição e na geografia das exportações brasileiras para os Estados Unidos ao longo desse ano de tarifaço. No mapa produzido pelo g1, o saldo apresentado para cada estado corresponde à diferença entre o valor exportado nos dois semestres comparados. Saldo positivo indica aumento das vendas ao mercado americano; saldo negativo, redução.
O infográfico elaborado pelo g1 aponta quais unidades federativas ampliaram mais sua participação nas exportações aos EUA e quais perderam espaço. Também identifica os produtos que mais contribuíram para esses resultados e ilustra como o comércio bilateral foi redesenhado durante os 12 meses desde a adoção das tarifas.
Segundo a matéria, a análise dos dados do MDIC aponta que o Brasil foi o país que registrou o maior aumento de tarifas no conjunto das medidas avaliadas. A comparação semestral permitiu visualizar deslocamentos de fluxos exportadores entre setores e regiões, refletindo o impacto direto das alíquotas sobre determinados itens embarcados para os Estados Unidos.
O levantamento do g1 apresenta, em mapa e em listagem por estado e por produto, os ganhos e perdas em valor exportado decorrentes do pacote tarifário aplicado pelos EUA. Os resultados evidenciam variações regionais e setoriais na resposta do comércio brasileiro ao conjunto de barreiras tarifárias impostas no último ano.


