Uma técnica de enfermagem de 41 anos registrou boletim de ocorrência em Uberaba após ser alvo de ameaças e constrangimentos por parte de um colega que, segundo ela, atuava irregularmente na recepção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do Triângulo Mineiro.
Como começaram os conflitos
De acordo com o relato feito à polícia, os problemas surgiram quando o funcionário, originalmente contratado como vigia noturno, passou a desempenhar funções de recepção sem qualificação ou designação formal. A vítima afirmou que o homem adotou postura autoritária, elevando o tom de voz com frequência e fazendo cobranças além do comum, inclusive durante os intervalos das profissionais de saúde.
Ela afirma ainda ter sido alvo de tratamento diferenciado. Em um dos episódios, a técnica foi advertida de forma considerada constrangedora por fumar durante seu horário de pausa. Segundo a servidora, a administração da unidade impôs restrições sobre sua atuação que não foram aplicadas a outros colegas.
Ameaça com arma e intimidações
O caso escalou no dia 22 de janeiro, quando a técnica alega que o funcionário fez uma ameaça direta, dizendo ter porte de arma, e em seguida exibiu um revólver de cor preta. Além dessa situação, a vítima relatou que outras funcionárias teriam tentado dissuadi-la de denunciar, mencionando supostas influências políticas e contatos na Secretaria de Saúde.
Resposta da gestão e medidas adotadas
Conforme o registro, a servidora comunicou os fatos à chefia e à gerência da UBS, porém não houve aplicação de medidas contra o agressor. Segundo a técnica de enfermagem, a orientação recebida foi para que ela se afastasse do trabalho, com a justificativa de que poderia estar sofrendo de uma “síndrome de perseguição”.
No momento, a profissional busca amparo jurídico e pretende solicitar medidas protetivas. O boletim de ocorrência foi formalizado com o objetivo de resguardar sua integridade física e profissional diante do que descreve como um ambiente de trabalho hostil.
Com informações de Regionalzao

