Períodos de tempo frio e seco exigem atenção ampliada em relação à saúde de pessoas idosas, segundo o geriatra Dr. Tiago Ferolla, do Mater Dei Santa Genoveva. O envelhecimento traz alterações fisiológicas que dificultam a adaptação às mudanças climáticas e elevam a probabilidade de complicações clínicas.
Principais riscos
O clima frio e com baixa umidade favorece tanto a piora de doenças pré-existentes quanto o surgimento de novos problemas. Entre os quadros mais citados estão agravamento de asma, DPOC e bronquite; maior incidência de infecções respiratórias como gripes, resfriados e pneumonias; ressecamento de pele, olhos e mucosas; episódios de sangramento nasal; e risco elevado de desidratação.
O médico ressalta que a desidratação merece cuidado especial, pois muitos idosos reduzem a ingestão de líquidos sem sentir sede, o que pode levar a complicações clínicas importantes.
Impactos na rotina e na mobilidade
O frio também altera hábitos cotidianos: a tendência a permanecer em ambientes fechados reduz a prática de atividade física, diminui o convívio social e limita a exposição ao sol — fatores fundamentais para a saúde física e emocional. Além disso, aumentam as queixas de dor muscular e articular, afetando especialmente quem tem artrose ou doenças reumáticas e comprometendo a mobilidade.
Sintomas que exigem atenção
Alguns sinais discretos podem indicar problemas mais sérios e não devem ser subestimados por familiares ou pelos próprios idosos. Entre eles estão sonolência excessiva; confusão ou desorientação; tontura e fraqueza; perda de apetite; redução do consumo de líquidos; tosse persistente ou aumento da secreção; chiado no peito; e cansaço para realizar atividades habituais.
O Dr. Tiago Ferolla alerta que esses sintomas frequentemente são atribuídos apenas ao frio, quando podem representar início de infecção respiratória ou desidratação.
Quando procurar atendimento
A avaliação médica precoce é recomendada para evitar que quadros simples evoluam para situações mais graves. Deve-se buscar atendimento ao identificar piora do padrão respiratório; queda importante na ingestão de líquidos e alimentos; alterações cognitivas agudas; ou piora geral do estado de saúde. A intervenção nos estágios iniciais aumenta as chances de recuperação e reduz o risco de internações.
Medidas preventivas
Para reduzir riscos durante períodos frios e secos, o geriatra indica medidas práticas: incentivar a ingestão regular de líquidos; manter ambientes ventilados e, quando possível, umidificados; estimular exercícios leves; garantir exposição solar segura; manter a carteira de vacinas em dia; e observar mudanças no comportamento e na saúde geral.
No Mater Dei Santa Genoveva, a equipe de geriatria atua de forma integrada, com foco em prevenção, diagnóstico precoce e cuidado individualizado para promover qualidade de vida, segurança e bem-estar na velhice.
Fonte: Revistasoberana


