TRANSMISSÃO: Globo | as plataformas de áudio e (YouTube)
Universidades particulares tradicionais de São Paulo começaram o ano letivo adotando uma regra que proíbe o uso de celulares em sala de aula, exceto quando os aparelhos forem utilizados em atividades com finalidade pedagógica. A decisão, implementada no início do semestre, foi justificada pelas instituições como uma forma de reduzir distrações e aumentar a concentração durante as aulas.
A restrição provocou reações distintas entre os estudantes. Parte deles recebeu a novidade com surpresa e resistência, enquanto outros relataram já enfrentar dificuldades para se manter focados nas aulas e reconheceram que o uso contínuo de dispositivos eletrônicos pode prejudicar o aprendizado.
O tema ganhou debate ampliado no episódio #1661 do podcast O Assunto, apresentado por Natuza Nery, em que foram citados estudos que mediram os efeitos de regras que limitam ou vetam celulares em contextos educacionais. Pesquisas realizadas na China, nos Estados Unidos e na Índia — esta última com o acompanhamento de mais de 17 mil estudantes — apontam que a proibição ou restrição do uso de celulares pode trazer benefícios tanto para alunos quanto para professores.
No programa, Natuza Nery recebeu o jornalista Antônio Gois, especialista em educação desde 1996 e colunista do jornal O Globo, que comentou as motivações pedagógicas por trás da decisão adotada pelas universidades paulistanas e avaliou as chances de outras instituições de ensino superior seguirem o mesmo caminho. Gois é autor dos livros “O ponto a que chegamos”, “Quatro décadas de gestão educacional no Brasil” e “Líderes na escola”.
O episódio também contou com a participação de Paula Paiva Paulo e a produção de Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco. O podcast O Assunto é produzido pelo g1, apresentado por Natuza Nery, e está disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o programa soma mais de 168 milhões de downloads em plataformas de áudio e mais de 14,2 milhões de visualizações no YouTube.
As universidades que adotaram a regra afirmam que a exceção para uso pedagógico busca conciliar a necessidade de atenção em sala com recursos digitais úteis ao ensino, e o tema segue em discussão entre gestores, docentes e estudantes.
Com informações de G1

