Estudo aponta os 10 melhores destinos para aposentados
Na data em que se celebra o Dia Nacional do Idoso, um levantamento da Global Citizen Solutions classificou os melhores países para quem pretende se aposentar fora do próprio país em 2026. A pesquisa avaliou 46 programas de vistos destinados a aposentados e pessoas com renda passiva, considerando cinco pilares: qualidade de vida, facilidade de viajar para outros países, regras para obtenção de cidadania, tributação e burocracia, além dos custos de entrada.
Uruguai foi eleito o melhor destino. O país requer comprovação de renda estável mínima de US$ 1.700 por mês (R$ 8,7 mil) e oferece residência permanente diretamente, sem necessidade de etapa temporária. Taxas governamentais variam entre US$ 100 (R$ 517) e US$ 300 (R$ 1,55 mil). O relatório destaca possibilidade de cidadania após três a cinco anos, manutenção da nacionalidade de origem e um regime chamado Tax Holiday 2.0, com isenção de imposto sobre capitais estrangeiros por dez anos.
Ilhas Maurício aparece em segundo lugar, com destaque para regras tributárias: sistema territorial que não tributa pensões ou rendimentos estrangeiros e ausência de imposto sobre patrimônio e herança. Exige renda de US$ 2.000 por mês (R$ 10,3 mil) ou transferência anual de US$ 24 mil (R$ 124 mil) e permite inclusão de numerosos familiares no programa.
Espanha ficou em terceiro e se sobressai em qualidade de vida e mobilidade. O visto não lucrativo pede renda passiva mínima de € 2,4 mil por mês (R$ 14 mil), equivalente a 400% do IPREM, com processo estimado entre quatro e oito meses. O estudo observa necessidade de planejamento tributário devido à tributação progressiva sobre renda global.
Costa Rica combina baixo custo de entrada e regras fiscais favoráveis; o visto Pensionado exige pensão vitalícia de ao menos US$ 1.000 mensais (R$ 5,17 mil) e o sistema tributário territorial isenta aposentadorias estrangeiras. A naturalização pode ocorrer após sete anos de residência.
Portugal ocupa o quinto posto com o visto D7, cujo requisito mínimo é de € 920 por mês (R$ 5,3 mil), indexado ao salário mínimo. Para cônjuge soma-se 50% e, por filho dependente, mais 30%. O programa aceita várias fontes de renda passiva e ressalta a mobilidade no espaço Schengen.
Paraguai aparece como alternativa de menor custo entre os primeiros dez, pedindo renda mínima de US$ 1,2 mil por mês (R$ 6,2 mil) e processo estimado entre três e seis meses; utiliza sistema fiscal territorial e lidera a classificação específica chamada “Budget Retiree”.
Letônia é apresentada como rota rápida para europeus: renda mínima de € 1,23 mil por mês (R$ 7,21 mil), taxa governamental padrão de € 160 (R$ 937) e tempo de análise próximo de dois meses; o programa é dirigido a pessoas com 65 anos ou mais vindas de países isentos de visto.
Andorra exige requisitos financeiros elevados: comprovação de renda estrangeira de ao menos € 54,9 mil por ano (R$ 321,78 mil), cerca de € 18,3 mil adicionais por dependente (R$ 107,26 mil) e investimento local aproximado de € 1 milhão (R$ 5,86 milhões). O relatório aponta o programa como voltado a pessoas com alto patrimônio e destaca segurança e qualidade de vida.
Itália oferece o visto de Residência Eletiva com renda passiva mínima de € 31 mil por ano (R$ 181,66 mil), cerca de € 2,5 mil por mês (R$ 15,13 mil), sem permissão para trabalho local; o estudo menciona possibilidades de dupla cidadania e regimes fiscais especiais, incluindo alíquota fixa de 7% sobre rendimentos estrangeiros em certas áreas.
Grécia fecha o top 10, exigindo renda mínima de € 3,5 mil por mês (R$ 20,5 mil), com acréscimo de 20% para cônjuge e 15% por filho. A pesquisa atribui à Grécia pontuação máxima no critério de Mobilidade e Cidadania e destaca regime tributário especial com taxa fixa de 7% sobre rendas e pensões estrangeiras por até 15 anos; naturalização pode ocorrer após sete anos.
O estudo também nota que o Brasil não integra a lista principal dos 10 primeiros, mas figura em terceiro lugar mundial entre os destinos para quem busca um segundo passaporte.
Fonte: G1


