Nvidia realizou entregas limitadas do processador H200 à China, diz governo dos EUA
Uma autoridade do Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou ao Congresso que a Nvidia realizou um pequeno número de entregas do chip H200 à China, segundo depoimento divulgado nesta terça-feira. O H200 é o segundo processador de inteligência artificial mais potente da empresa, e suas vendas tornaram-se um ponto sensível na disputa tecnológica entre Washington e Pequim.
O anúncio foi feito por Jeffrey Kessler, subsecretário de Comércio para Indústria e Segurança, durante audiência no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes. “Houve exportações mínimas de H200 para a China até agora”, afirmou Kessler, acrescentando que a quantidade de unidades enviadas é “muito pequena”.
Segundo reportagem da Reuters citada pelo governo, uma subsidiária da fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações ZTE Corp e outras duas empresas chinesas constam entre as entidades que mais recentemente tiveram autorização dos EUA para adquirir chips avançados de IA da Nvidia e da AMD. O Departamento de Comércio já havia aprovado em maio a venda de chips H200 para cerca de 10 empresas chinesas, informou a agência, mas naquele momento nenhuma entrega tinha sido efetuada.
Kessler disse ter fornecido ao Congresso uma lista confidencial contendo os pedidos de compra dos chips H200 e o status dessas solicitações, sem detalhar os nomes das empresas incluídas no documento. Ele também ressaltou a importância de aplicar as restrições existentes às empresas que já estão submetidas às listas de controle.
O caso alimentou críticas de parlamentares. O deputado Gregory Meeks, principal democrata no comitê, questionou o Departamento de Comércio por não ter acrescentado novas empresas chinesas à lista de controle de exportações desde outubro, o que, segundo ele, representa o maior período sem inclusões em mais de uma década. Meeks acusou o presidente Donald Trump de “transformar os controles de exportação em uma moeda de troca nas negociações mais amplas com a China” e de “enfraquecer salvaguardas existentes ao aprovar licenças para chips avançados de IA destinados à China”.
Kessler também afirmou que novas medidas regulatórias sobre inteligência artificial estão em preparação pelo Departamento de Comércio.


