Cerca de 3 milhões de crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 14 anos precisam voltar às unidades de saúde para receber a segunda dose da vacina contra a dengue, mostram dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) divulgados no fim de outubro de 2026. As autoridades reforçam que o atraso na conclusão do esquema vacinal pode comprometer a proteção oferecida pelo imunizante.
Até o momento, o Brasil aplicou mais de 11,8 milhões de doses da Qdenga, sendo 7,6 milhões referentes à primeira aplicação. O calendário completo requer duas doses para garantir a defesa contra o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
Intervalo recomendado e orientação das equipes de saúde
O Ministério da Saúde orienta que o intervalo entre as duas aplicações seja de três meses. Se esse prazo for ultrapassado, não é necessário reiniciar o esquema vacinal: a segunda dose deve ser aplicada normalmente pela equipe de saúde para atualizar a caderneta do jovem.
O governo federal tem contratos com o fabricante da vacina para o fornecimento de 9 milhões de doses em 2026 e mais 9 milhões previstas para 2027, estratégia adotada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para manter estoque suficiente e atender o público prioritário em todo o país.
Alerta epidemiológico e orientação para o Triângulo Mineiro
O Ministério da Saúde contabilizou 470,5 mil casos prováveis de dengue em 2026. Diante desse cenário, a vigilância permanece necessária, especialmente em municípios do Triângulo Mineiro. Moradores de Uberlândia, Uberaba e Ituiutaba devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para verificar o estoque de vacinas e regularizar a situação vacinal de seus dependentes.
“O enfrentamento da dengue demanda planejamento e prevenção em todos os níveis, desde a eliminação de focos de água parada em residências até a intensificação dos cuidados com a limpeza urbana. A detecção precoce dos sintomas e a busca imediata por assistência são fundamentais para evitar mais mortes.” — Senador Paulo Paim (PT-RS)
Cuidados diários e papel da população
As autoridades reforçam que a vacinação não substitui as medidas de controle do mosquito transmissor. Agentes de endemias pedem a eliminação de recipientes que acumulem água e a manutenção de limpeza doméstica. Responsáveis devem consultar a caderneta de vacinação na unidade de saúde mais próxima e manter as ações de prevenção no dia a dia.
Fonte: Regionalzao


