A seleção do Congo tem atraído atenção além das performances em campo devido aos trajes usados pelos jogadores durante a Copa do Mundo. Os looks, que combinam elementos tradicionais e contemporâneos, ganharam repercussão por celebrar a cultura congolesa.
Quem assina as peças é o estilista Mak, que afirma querer alterar a imagem internacional do país. Segundo ele, “embora a guerra e as doenças sejam frequentemente o foco, nossa cultura é rica e vibrante”. Mak vive em Paris desde os 11 anos, mas diz manter forte ligação com suas origens.
A arte de vestir a identidade
O processo de produção teve caráter coletivo: a equipe de Mak, composta por apenas três pessoas em Paris, confeccionou 55 ternos destinados a jogadores e integrantes da comissão técnica. Para concluir o trabalho, houve colaboração com artesãos locais do Congo, reunindo savoir-faire regional e técnicas contemporâneas.
Os modelos foram concebidos com a intenção de comunicar histórias e referências culturais. Detalhes das peças remetem a tradições e às vivências do povo congolês, enquanto a execução busca valorizar o trabalho manual e gerar oportunidades econômicas para artesãos locais.
Além da dimensão simbólica, os ternos apresentaram tendências que podem ser transpostas para o uso cotidiano: estampas vibrantes, cortes atuais e combinações de tecidos apontam possibilidades de incorporação da estética africana em guarda-roupas do dia a dia.
O destaque internacional obtido pela seleção durante a Copa do Mundo tem potencial para influenciar outros criadores a buscar inspiração em suas culturas e técnicas tradicionais. A visibilidade conferida aos trajes evidencia a moda como meio de expressão cultural e de promoção de ofícios artesanais.
Na prática, a seleção do Congo passa a atuar também como porta-voz de uma imagem que alia futebol, resistência cultural e criatividade, ao mesmo tempo em que os looks aproximam narrativas pessoais e coletivas do público global.
Fonte: Uberlandianofoco


