O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, em vigor desde maio de 2026, deve criar novas janelas de oportunidade para o agronegócio brasileiro e para a indústria do país. O tema será um dos focos do evento Conexões Produtivas, promovido pela ApexBrasil em São Paulo no dia 26 de junho.
O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas sobre uma série de produtos, o que facilita o acesso a um mercado que abrange aproximadamente 720 milhões de consumidores. A expectativa é que isso favoreça a competitividade das empresas brasileiras no comércio internacional.
Impacto no agronegócio e nas pequenas e médias empresas
Para o setor agropecuário, a abertura representa uma possibilidade de expansão em um mercado europeu com padrões elevados. Produtos como alimentos processados, proteínas animais e insumos agrícolas estão entre os que podem se beneficiar diretamente da diminuição das barreiras tarifárias, com potencial para elevar volumes exportados e diversificar destinos.
O acordo também deve ampliar a participação de pequenas e médias empresas no comércio exterior, oferecendo maior acesso a informações estratégicas e inteligência de mercado. Segundo a projeção apresentada pela ApexBrasil, a incorporação desses atores pode fortalecer as cadeias produtivas e integrar mais produtores às exportações.
Na programação do evento, a agência apresentará o Painel Acordo Mercosul-União Europeia, uma ferramenta destinada a ajudar empresários a identificar quais produtos têm maior potencial em cada estado. A plataforma foi desenvolvida com base em estudos da ApexBrasil e em dados do Ministério do Desenvolvimento, com o objetivo de tornar mais visíveis as vantagens tarifárias previstas no acordo.
Atualmente, as trocas comerciais entre Brasil e União Europeia giram em torno de US$ 100 bilhões por ano. Com a aplicação das medidas acordadas, espera-se um aumento no fluxo comercial, gerando novos negócios e fortalecendo as cadeias produtivas ligadas ao agronegócio e à indústria nacional.
Especialistas consultados lembram que a transformação dessas possibilidades em operações concretas dependerá da capacidade das empresas brasileiras de se adequar às novas condições comerciais e de utilizar as informações e ferramentas disponíveis para competir no mercado europeu.
Com a redução de tarifas e acesso ampliado ao mercado europeu, as projeções indicam perspectivas positivas para o crescimento das exportações brasileiras. O desafio apontado é converter o potencial aberto pelo acordo em resultados efetivos para produtores e indústrias.
Fonte: Uberlandianofoco


