17.5 C
Uberlândia
sexta-feira, junho 26, 2026

Rabobank revisa para baixo previsão de vendas de fertilizantes para 2026 e aponta inadimplência recorde no agro

O Rabobank reduziu sua projeção para o mercado de fertilizantes no Brasil em 2026, citando a inadimplência recorde entre produtores rurais como um fator chave para a queda da demanda. No relatório divulgado pelo banco, a previsão para as entregas de fertilizantes aos agricultores foi ajustada para 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma retração de 8,2% em relação ao volume recorde de 2025.

Se a nova estimativa se confirmar, o total comercializado nesse ano será o menor desde 2022, período que também enfrentou desafios no fornecimento global de insumos. O Rabobank relaciona a diminuição da movimentação no mercado interno à combinação de custos elevados e à perda de poder de compra de parte dos produtores.

Impactos da guerra no Oriente Médio e da inadimplência

O documento do banco ressalta ainda o efeito das tensões no Oriente Médio, especialmente no Estreito de Ormuz, sobre os custos dos fertilizantes. Embora os preços da ureia tenham retornado aos patamares anteriores ao conflito, o fosfato monoamônico (MAP) segue com cotações elevadas, exercendo pressão sobre os gastos de produção dos agricultores.

Outro ponto destacado é o aumento da inadimplência no crédito rural: o índice alcançou 13,3% em abril. Segundo o relatório, esse nível recorde reflete as dificuldades financeiras enfrentadas por muitos produtores, que lidam com margens reduzidas e custos operacionais maiores, o que limita a capacidade de investimento em insumos como fertilizantes.

Além da revisão das entregas de adubos, o Rabobank também diminuiu a projeção para as exportações brasileiras de milho em 2026, estimando 39 milhões de toneladas. A valorização do real frente a outras moedas e a competição com exportadores como Estados Unidos e Argentina são apontadas como fatores que influenciam essa redução.

Por outro lado, a demanda interna por milho deve seguir em expansão, com crescimento estimado em 5% para 2026. O relatório associa esse aumento ao maior consumo pelas indústrias de ração animal e ao uso de milho na produção de etanol.

O documento conclui que o agronegócio brasileiro terá de lidar em 2026 com questões relacionadas ao crédito rural e à competitividade internacional, e destaca a necessidade de atenção a alternativas mais sustentáveis e tecnológicas para equilibrar a demanda interna diante das incertezas externas.

Fonte: Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://portalemdestaque.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também